31.12.08

.dos sonhos, os melhores.

Pra esse ano de 2009 eu resolvi não fazer promessa, nem mandingas, nem usar calcinha de cor específica. Na verdade resolvi passar com a mais velhinha de todas. Quem sabe até com a de cor bege, que sempre acabo deixando de lado. Pra esse ano de 2009 eu resolvi não esperar nada. Não desejar nada e não fazer listas. Eu resolvi passar no maior neutralidade que puder. Resolvi que esse ano será igual aos outros. Coisas boas, coisas ruins e é isso.
Percebi que palavras, desejos, tristezas e afins, vem com o que cabe a nós. E a mim, cabe muita coisa. Cabe muito de tudo um pouco. Não cabe a mim ser feliz, mas cabe a mim, sentir plenitude. Sentir a liberdade expelindo dos poros.
Eu ganhei, eu perdi. Eu ensinei, eu aprendi. Eu amei, eu desamei. Eu quis, eu perdi a vontade.
Eu consegui ser eu mesma. Eu quis fugir de mim. Eu me perdi, mas me achei. E olha só, eu tô aqui. E dessa vez, talvez pela primeira vez, na maior parte do tempo eu convivi bem comigo mesma e com os outros. Porque nesse ano de 2008, o maior aprendizado foi conseguir me olhar no espelho.

Esse ano não haverá mandingas, promessas, listas e desejos, pois eu percebi que o ano passa como um fim de semana. Ontem mesmo era um trinta-e-um de um ano tal, que em uma semana será retrasado. Vê ... o tempo passa. As coisas vem e as coisas vão, numa rapidez semelhante a uma espiral maluca, que nos puxa pelos ares todos e nos jogam aqui num fim de ano que passou num fim de semana.

E hoje eu senti que há tempos me vejo com meus quereres, meu sentires. Sejam eles de ter fogos explodindo dentro de mim ou de possuir os céus de Recife, pra ver meu coração explodindo com as luzes coloridas. Mas desde sempre, passei desejando que o coração explodisse com amores dignos dos poemas de Vinícius, das dores tão lindas de Clarice, dos contos tão claros de Danuza ou da liberdade tão sonhada de Leila.
Ter em mim as asas de borboleta tão sonhadas, para vôos em distâncias nunca antes atingidas, e mais outras coisas dos tempos de menina. Querer castelos maiores, reinos maiores, corações maiores. Querer olhar através da chuva para o outro lado da calçada.
Querer sentir o sorriso no canto da boca nos dias cinzas em que os prédios da Paulista se confundem com o céu. Pra agora, o de sempre: meu canto, com meus livros, meus textos, meus discos, minha família, meus amigos, meu namorado, meus queridos, meu eu. E uma boa janela pra ver o céu em ondas de cor.

Eu prefiro palavras realizadas. Cansei dessas escritas em grafite ou em tinta azul.

Fecha-se então, num balanço, um 2008 repleto de intensidade, coletividade, aprendizado, caídas, surpresas, palavras, abraços, sorrisos, lágrimas. Pois é, nenhuma novidade até agora.
Que 2009 venha então nesse mesmo ritmo. Dessa vez vou recepcionar bem o ímpar.
Por favor, façam o mesmo!

Obrigada a todos aqueles, que fizeram o ano de 2008 ter a importância que ele teve.
De todos, acho que esse vai ser um dos que vou guardar numa caixinha pra relembrar as coisas boas de vez em quando. Ficará embaixo da cama, pegando pó, mas estará sempre lá.

Sejam compreensivos. Sejam felizes. Sejam libertos. Sejam vocês.

2009 ... seja bem-vindo, com um sorriso largo no rosto.

;D

4.12.08

.pra você (L).

Você me traz uma liberdade, que escorre pelas mãos.
Não tenho vergonha de nada. E tenho vontade de tudo.
Gosto de descobrir as coisas com você.
Um novo abraço. Um novo dia. Um novo entrelaçar de pernas.
Seu silêncio, responde meu olhar.
E quando elogiam nossos sorrisos, eu concordo, porque juntos, eles ficam mais brilhantes.
E quando eu preciso, você está lá, sempre adiante, pra eu buscar.
(Adoro não precisar dizer que preciso.)
O travesseiro já não é mais meu. É nosso. E o cobertor soma o mais perfeito encaixe.
Antes eu lhe dividia em pedaços, pra curtir melhor um pouco de um todo que é você.
Hoje eu aproveito o muito de um todo que você é, só que por completo.
Você 'com' e eu 'pleto'.
Eu me sinto cada vez mais plena, porque lhe amo com leveza.
Depois dos trancos e barrancos, aprendemos juntos a amar em equilíbrio. Como uma balança.
Como criança, lhe abraço forte e não solto. Nunca mais.
Eu aprendo com você. Você comigo. E juntos aprendemos a aprender mais, do melhor.
Tu me dá a força necessária para enfrentar o mundo. E ao teu lado, me sinto invencível.
E cada passo, ação e movimento dado por nós, vem sempre acompanhado da intenção de que tudo dê certo.
Nessa nossa história só é permitido dois personagens: nós e a felicidade.


Eu te amo, muito.

Ps: Como você é sem graça! Quando eu digo pra nao olhar, é pra não olhar, bocóh!

.minha mãe sempre me dizia.

Num bate-papo entusiasmado com algumas amigas e algumas xícaras de café, ouvi algumas delas se queixarem de que nada presta na internet. Ok. Pensando de um modo geral, eu até concordo. Mas depois de engolir o último pedaço da bolacha, perguntei a mim mesma, o que será que essas pessoas que dizem que 'nada presta na internet', procuram de fato, ler/ver/saber?
Meu pai por exemplo, acha que eu fico o dia inteiro no orkut, fuçando a vida alheia. Sim, eu fico o dia inteiro no orkut, não exatamente nele, mas eu trabalho com a internet, eu faço uso dela sempre. A toda hora. Instante. E porque não entrar no orkut de vez em quando pra responder alguns scraps bobos?! A vida não é feita somente de filosofia, política e eco-chatices. Mas o que eu quero dizer é, eu não uso a internet somente para responder scraps, ouvir música ou ler sites de fofoca falando sobre o ex-marido da Suzana Vieira. Pra isso tenho minhas vizinhas, que só sabem falar nisso. 
Eu uso a internet para me informar, mas não somente da vida alheia. 
O problema está nos lugares que você costuma frequentar. Como sua vida social. 
E com a internet não é diferente. Se você vai somente a baladinha de funk, somente sobre funk você saberá conversar. Me entende?!

Eu penso que quanto mais você procura, mais você acha ... mas se você procurar somente o assunto que lhe 'agrada', achará somente 'ele'. E assim não poderá reclamar sobre coisas que não prestam.

Se eu procuro besteira ... besteira eu vou achar.

Se a gente procura algo que valha a pena ...

Era isso que minha mãe sempre dizia ... quem procura, sabe achar.

;)

1.12.08

.tentativas ... frustradas?!.


Pois é, parece que perderei mais um show da minha 'calmaria', Madeleine Peyroux. Ela fará seu terceiro show por essas terras da 'garoinha' e para meu desespero, esse será único. 
Entrei no site do Via Funchal para saber quanto eu teria que desembolsar para algumas doses de felicidade, mas percebi que sairia arrependida de ter feito isso. 
Shows estão fora de questão nesse ano de 2008. Perdi tantos que estou começando a me acostumar com a fatalidade de que a grana realmente está curta e que contas se proliferam como 'gremlins'. Coisas da vida.
Pensei até em fazer uma loucura, sei lá, sair pedindo nos faróis aqui da Vila Mariana, esse povo daqui tem cara de que tem dinheiro sobrando e eu com a minha cara de z/l, teria isso ao meu favor. Sabia que esses caras que pedem para olhar seu carro, enquanto você vai ao supermercado, tiram por semana 200 reais?! Fiquei passada e confesso, tentada a uma vaguinha em frente ao Pão de Açucar aqui da região. Pensei também em apelar aos amigos, namorado ou aos meus pais, alegando saúde mental, vida ou morte ou até mesmo como presente de Natal, mas descobri que sou péssima nessas coisas. Quer dizer, sempre fui. 
Quem dera ter nascido na França e ter visto shows de graça da cantora por lá, que do nada largou sua carreira de sucesso para ser cantora de rua. Aaaah, essa liberdade invejada.
Enfim, acabei optando por deixar pra lá e recorrer ao 'youtube' mesmo.
E pensando pelo lado positivo da coisa (que eu estou tentando ao máximo ter sempre), do jeito que ela gosta daqui é capaz de voltar logo mais. Aos que vão ao show, por favor não venham comentar aqui como foi, sim?! 

E Papai Noel, eu fui uma boa menina esse ano, que tal pensar um pouquinho mais em mim em 2009?! Obrigada.

19.11.08

.das coisas que eu aprendo com meu chefe.

.A ilusão da estabilidade.


Estabilidade/segurança/garantia - e quem não sonha com isso? No trabalho, no amor, em tudo na vida, é o que muita gente almeja, o bem supremo, sinônimo de felicidade.

As três coisas são, aliás, bem parecidas: se passa a vida sonhando em ter uma casa própria, no fundo para ter a ilusão de que dela ninguém vai nos tirar, que, haja o que houver, lá estaremos, garantidos, para sempre. Será?
E quem não gostaria de um emprego público, daqueles que ao menor sinal de resfriado se baixa ao leito sem remorso, daqueles que depois de 15 dias de repouso dá até para descolar um atestado médico que vai permitir que se fique no bem-bom por mais de 40, sem a menor culpa, sabendo que não vamos fazer a menor falta à empresa (o país), que o salário vai estar ali inteirinho no fim do mês, e que na volta o patrão (o país) não vai fazer a menor cara feia pela longa ausência (e sobretudo a certeza de que demissão, nem pensar). A não ser que você esbofeteie o seu chefe, não será nunca, jamais, mandada embora. E com um amigo deputado, tudo pode se arranjar, ah, se pode.
E a estabilidade suprema - o casamento. Tem que ser de papel passado, de preferência também no religioso, aliás, em todas as religiões possíveis.
Que tranqulidade saber que naquela folha de papel, assinada pelo juiz, está a garantia da felicidade eterna, da fidelidade; a garantia de que o amor não vai acabar, de que ele vai voltar para casa todos os dias, e que se passar a Sharon Stone nua dizendo 'vem cá, meu bem' ele não vai se sentir nem ao menos tentado; ah, que maravilha que é o casamento! Mas o de verdade, não o de levar a mala e pronto. Esses, baseados apenas em sentimentos, não querem dizer nada; os outros, só os outros são pra valer.
Um dia você consegue juntar essas três coisas tão fundamentais e tão definitivas: a casa, o trabalho, o homem, e percebe que não é feliz.
Coisa difícil, a tal da felicidade. É conseguir as coisas? Não, não é. É querer as coisas e tentar consegui-las? Talvez. Nessa longa procura passamos a vida toda às vezes achando que encontramos, para logo ver que não era bem isso; quem sabe o caminho é outro, vamos tentar mais uma vez.
Triste é um dia achar que não vale mais a pena, que já sabe de tudo, que as histórias se repetem, que no fundo tudo é igual. Até porque não é.
Para que serve o amor, afinal? Para provar que não existe um dia igual ao outro, um homem igual ao outro, uma alegria igual à outra, nem mesmo um sofrimento igual ao outro, veja só.
E é quando se tem essa certeza, a certeza de que não se sabe de nada, que a vida fica maravilhosa a cada momento.
A certeza de que não se tem certeza de nada. Saber que um curto-circuito pode incendiar a casa que você nem acabou de pagar. Que o futuro presidente pode acabar com a estabilidade do seu emprego, e você virar uma pessoa igual às outras, que pode ser demitida a qualquer momento. Que aquele homem pode sair para comprar cigarros e não voltar nunca mais.
Já pensou no horror que seria se qualquer dessas coisas te acontecesse hoje?
Então, pense no quanto você é feliz.
E aproveite.
(Danuza Leão)



;)

13.11.08

.assoprando as velinhas (pra quê?).



Sempre ouvi dizer que dias antes do seu aniversário chegar, passa por nós o tal do 'inferno astral'. Detesto assumir que as pessoas as vezes tem razão. E comigo não havia de ser diferente. Sei lá se a Lua, as estrelas, as nuvens ou o céu têm alguma coisa haver com isso, porque na minha cabeça sempre existiu somente um inferno. E que esse fosse aqui mesmo, por onde pisamos. Nunca acreditei em infernos subterrâneos, com bichinhos vermelhos com tridentes pegando fogo. Até que inventaram mais esse, o inferno astral. 
Afinal, nunca é o bastante. 
Nunca é o bastante achar somente um culpado. Nunca é o bastante olhar o espelho. Nunca é o bastante admirar o reflexo. As pessoas se acostumam a somar-se umas as outras. 
As pessoas ... á merda todas elas. Mas que vá uma de cada vez. Sem essa de grupinhos. Sem essa de mãos dadas. Sem essa de falso moralismo. Sem essa de querer agradar. Sem essa ...

Eu sinto que já passou tanta coisa, sem mesmo nada ter passado. Olha ai, o tal passado tirando conclusões, deixando-me sem dormir. Meus conhecimentos são vagos, talvez seja isso que faça eu não me agarrar em nada. Eu realmente sinto que nada sei.
Eu sigo assim, caminhando entre tijolos, flutuantes em um rio. Que corre para lado algum, para qualquer lado, que faz com que a diferença soe, indiferença. Há algo querendo fugir. Há algo querendo encontrar um lado que as cores já também 
não me dizem. As coisas se fazem presentes em cada olhar estranho.

Sim. Tenho tudo.
Sim. Tenho nada.

Não tente entender as minhas razões.
Nem sequer, em momento algum, tentei tirar do peito frase qualquer que em seu mundo fizesse sentido.
' I’m senseless
. I like my sunglasses sometimes. '

Meus olhos turvos, deixam as lágrimas correrem, mais rápidas que minhas pernas; oxalá tivessem saído maiores, teriam chegado mais longe.

Quer saber?! Á merda o meu aniversário, o inferno astral e a essa crise ridícula pela qual eu estou passando. Ou quero passar. 
Á merda as palavras que engoli, com pressa. Sem apreço. E que hoje resultam em uma gastrite nervosa. Tudo não passa de um espaço aberto, do qual a gente não consegue sair. Não consegue calçar os sapatos e voar pra bem longe. Que vá a merda as fugas para os problemas. Mas seu pudesse escolher hoje, escolheria um cigarrinho natural. Esse seria o meu melhor presente, pro pior aniversário. 
Hoje a comemoração será na base de tapa. Um tapa forte e um abraço apertado das pessoas que eu amo, mas que sempre, sempre, sempre, sempre os faço sofrer. Porque eu não sou uma boa pessoa. E eu nunca quis ser. Eu nunca quis ser nada. Sempre quis ser eu mesma. E se hoje, mais um número é somado a minha carne, ao meu cérebro é porque eu sempre tentei continuar a mesma. E essa sou eu. Sem prazer.

Parabéns pra mim. 

Um beijo, um sorriso e um abraço morno á todos vocês.

11.11.08

.um macaco que tem cera no ouvido, não precisa arranjar comida.

Me deu vontade de tatuar palavras, assim elas nunca mais escapariam de mim.

Pensei em desistir de tudo. Jogar pro alto. Mandar pro lixo.
Se assim fosse fácil, não mais existiriam.

Como água, o pensamento passa por entre os dedos. Como água, ele permanece enquanto continua a molhá-los.

Após as 19hrs, penso nas risadas que virão. É engraçado, porque são essas as únicas risadas do dia inteiro. Ao menos eu sorrio. Semana que vem não existiram mais sorrisos, pergunto a ti, pra onde eles irão?

Já me disseram que meu problema é a vontade de abraçar o mundo, de uma vez. Penso eu, como poderia, se meus braços tão curtos são.

O que vivo não passam de saudades. Talvez do que nunca foi por não poder ter sido. De estar num emaranhado de sentimentos sem entender seu real significado. Pois é, hoje tudo tem perfume de novo.

Na minha frente há um espelho, e do reflexo que vejo, não há sequer um resquício de certeza. Eu me somo em pares. Desses pares surge uma matemática maluca, que como um soco na boca do estômago me mostra que tudo poderia ter sido diferente.

Ando de disfarces. Disfarçada de mim mesma. Não sei mais ter opinião. Eu sempre achei que tivesse. O que eu possuía de mais meu, as vezes sinto que não mais existe. Talvez tenha escapado como água, por entre os dedos. Talvez tenha secado. Talvez nunca tenha existido.

O amor respira por aparelhos. Anda estável. E isso me faz ter saudades das fotos antigas, guardadas naquela gaveta embaixo da cama. Aquelas das quais achava que sabia de tudo. Eu nunca soube.

Me olho no espelho. Esse reflexo raro. Não brilha. Não espera brilhar. Está preso na garganta que arranha. Cores estreitas, frias. São saudades, de momentos saudáveis. Sem explicação. Apenas cores...

Uma menina que se colore com seus sorrisos.

A menina que troca um olhar turvo, por braços longos.



Como disse por ai, a vida é um caralho fino.

10.11.08

.realismo convincente.



Para acompanhar:
' clique aqui '


'Eu quero ser você.
Eu preciso sair daqui.
Eu preciso parar de mentir. 
Eu preciso salvar o mundo.
Mesmo que eu não ganhe nada com isso, não.
Eu vou tentar, vou tentar, vou tentar. 
Mesmo que eu não ganhe nada com isso, eu vou tentar.
Vou tentar, vou tentar.
Mesmo que eu não ganhe nada com isso, não.
Tô te explicando pra te confundir. 
Tô te confundindo pra esclarecer. 
Tô iluminado pra poder cegar. 
Tô ficando cego pra poder guiar '


5.11.08

.pensando com meus botões.

Hoje de manhã acordei com a notícia de que Barack Obama havia sido eleito o presidente de uma das maiores potências do mundo, senão a maior. O mundo hoje, só fala nisso. Vindo pro trabalho, vi duas pessoas na rua vestindo camisetas com a cara dele estampada. Todos os jornais e revistas das bancas aos quais passei em frente hoje, falavam em Obama. Até a Ana Maria Braga falou nele. Mas o que mais chamou atenção foi o Jornal da manhã da Globo. Eles fizeram uma retrospectiva, contando sua trajetória e no final, enquanto os créditos iam sumindo, apareceram imagens do presidente sorrindo, abraçando pessoas, todo feliz (como todo político), com a trilha sonora de U2 cantando 'Beautiful Day'. Cara, fiquei passada.

Todas essas informções fizeram eu lembrar da minha irmã (seis anos mais velha que eu) contando e tentando me assustar com as histórias sobre o Apocalipse. Lembrei de tentar ler ele com 15 anos e de desistir dois dias depois, de tanto medo que fiquei. Mas onde quero chegar aqui é que, quanto mais vejo e leio notícias sobre o Barack Obama, mais lembro do Apocalipse. E quanto mais eu sinto as pessoa simpatizando-se com ele, penso no anticristo. Porque pelo que eu me lembro do Apocalipse, o anticristo vai ser um cara 'boa pinta', com quem o mundo todo vai simpatizar e adorar: cliquem aquiaqui e aqui.

No apocalipse, que eu me lembre, dizia também que a tal 'besta'  surgiria num momento em que o mundo estivesse mergulhado no caos: ' Oi? ' . Então, as pessoas alimentariam a esperança de que o 'boa pinta' poderia solucionar as coisas:  O quê? '. Quer outro exemplo: no nome, troque o 'b' por 's' ... coincidência?

Eu tenho medo ....

29.10.08

.não é a vida como está, e sim as coisas como são.

A vida é uma adaptação hedonista. Feita daqueles momentos de calmaria que se segue a um evento alegre. Os eventos alegres parecem fotos velhas, vão perdendo a cor. Sumindo. É quando chega o momento de colocá-los naquela caixa de sapato e enfiar embaixo da cama. Deixá-los ali, esquecidos, pegando poeira. Criando vínculos. Sobrando saudade.

Essas palavras não são ditas por causa de uma (in)felicidade eterna, nem utópica, que seja logo dito. Mas de fato, buscando companhia, olho-me no espelho e por ironia, nada vejo. Só sinto. Sinto a brisa passar rápido, cortando minha boca em pedacinhos que ardem quando um sorriso escapa. Sinto os sapatos apertarem. Sinta na cabeça um martelo bater forte lá dentro, incrustado. Nenhuma massagem resolve, nenhuma pílula faz passar.

É estranho quando me pego por aí, a observar os outros e vejo todos com um propósito. Eu sem rumo, rumando ao morno, enquanto o restante tem ou aparenta ter 'algo', mesmo que esse seja trivial. Sinto as pessoas depositando sua fé em mim. Seus sonhos. Suas palavras, que a mim soam como uma terapia de otimismo. Eu já estou cansada de terapia. Na real, já tô cansada de muita coisa. Puta que o pariu ... eu sempre digo isso. Acho então que caberia melhor dizer que, eu estou cansada de dizer que estou cansada. rs

Dentro de mim bate um coração (des)acelerado. Que acelera em busca de coisas que façam ele bater cada vez mais rápido, não tão rápido a ponto de explodir, (dessa fase melancólica- depressiva eu já passei) mas é por um acelerar de satisfação para comigo.

Eu ando pelas ruas sempre em busca de algo. Seja ela uma nova cidade, um novo país, um novo curso, uma faculdade, uma nova casa, muitas vezes anseio por uma nova Mila. Nada resiste à relidade do metrô cheio, das horas perdidas para chegar ao meu trabalho, da frustração de me dedicar a algo que até gosto, mas que sei que não faço bem. Tentei um curso novo, optei por uma vida nova, me senti plena e feliz ... por pouco tempo. A força que faz eu levantar a bunda da cadeira do meu trabalho e ir pro curso, sai do bolso. Bolso furado. Lá eu aprendo, supero dificuldades e trago junto a mim um certo tipo de satisfação, mas ele não passa de um 'legal', quando me perguntam o que estou achando. 

Talvez as pessoas saibam tanto o quanto eu espero, o quanto eu quero, o quanto eu preciso de uma mudança na minha vida, que qualquer coisa que eu faça que saia da rotininha safada que eu tenho, faz com que elas depositem tanto essa esperança de realização, em mim . A culpa não está nas pessoas. A culpa está em mim, porque sou eu a pessoa mais interessada nessa mudança. Essas pessoas que me cercam e que acreditam tanto em mim ou nesse 'potencial' que dizem enxergar, as vezes ao invés de me ajudarem acabam complicando mais ainda. É engraçado, eu sei, mas rola um medo enorme de decepcioná-las. E eu deveria tocar o foda-se. Não dar a mínima pra esse medo bobo, ou a esses medos bobos, mas eles são como fantasmas, surgem sem nenhuma explicação. 

Você já percebeu como as crianças fazem previsões absurdas de como será a vida delas quando elas tiverem 25 anos?! Elas estarão casadas, terão filhos, um emprego de astronauta ... tudo totalmente dentro do esperado. Mal sabem elas que chega um ponto em que não se espera muita coisa. Só a obrigação de fazer o que é possível e pronto. E isso é o que eu tenho feito praticamente a minha vida toda. 

Eu tenho uma família maravilhosa, um namorado incrível, amigos necessários, um emprego dos deuses, um Deus que me dá força pra levantar todos os dias, uma saúde que eu saiba, ótima, mas aí eu me pergunto: e eu?! E essa busca egocêntrica e bizarra por um bem-estar meu. Próprio. No qual eu me sinta feliz por ser quem eu sou, onde está?! Onde eu me escondo?! Onde eu existo?! 

 

Eu me falto. Eu me perco. Eu me busco. Eu não me acho. 

 

A nossa vida é feita de cliques. Dizem que eles aparecem nos momentos certos. É aquela certeza de vida, de propósito, da qual nascemos para viver e fazer, mas quanto mais o tempo passa vejo que  a mim só restam restos de coisas. É disso que tenho vivido o tempo todo: esperando a conclusão  do atual ciclo para começar outro que eu não faço idéia de como será, a única coisa que eu espero dele é que não seja nada tão agradável. 

Minha vida é feita de momentos. Viver pra mim é seguir fazendo um monte de merda que eu sei que me fazem mal, mas mesmo assim eu continuo fazendo. Eu tenho apreço pelo pior. 

Todo dia eu tento engolir uma sensação parada na garganta, é o gosto de precisar fazer tudo diferente. Ou como quando você acorda e de repente vê que não precisa mudar tudo, porque as poucas mudanças, aos poucos vão melhorandos as coisas. Do jeito que foram feitas, e não da maneira que sempre foram. Mas perceba, sempre há a tal mudança. De um jeito ou de outro ela há. Ela permanece. Ela existe.

Eu ouço, eu leio, eu vejo, tudo acaba quando param de olhar pra dentro. Mas se paro, o interior já não faz mais sentido, acaba que não me diz nada. Há muito aqui dentro deste peito que bate forte, acelerado. É confuso, mas bate. 

No final, a vontade me sobe a cabeça, pego meu belo vestido, revisto de um belo sorriso e saio pelas ruas, respirando aliviada. Eu, essa menina angustiada, transformei a dor em idéia. Assim ela deixou de existir. Mesmo assim, caminhando  por aí, a vontade de repentinamente promover uma mudancinha geral me persegue. Eu sei que posso, mas talvez não precise. 

 

Só mais seis meses.

27.10.08

.nós voltamos, doa a quem doer.

E a torcida do Timão já entrou cantando o novo jargão do time: Ô o Coringão voltou ... o Coringão voltou, o Coringão voltou, ôô!  E pra alegria geral o Corinthians voltou a primeira divisão. Depois de um final de 2007 sofrido e um 2008 corrido mas com apenas duas derrotas no currículo de uma segundona, o Timão volta aos times dos 'máximos' de onde nunca deveria ter saído.
A segunda divisão ficou pra trás, a não ser pelos últimos 6 jogos que ainda faltam, mas a primeirona já nos aguarda de braços abertos. E nós agarraremos essa volta com toda a força do mundo, já que estávamos todos com muita saudade.
O jogo de sábado foi emocionante. O primeiro gol saiu logo aos 8 minutos de jogo pelo meia Douglas. Logo depois, no segundo tempo, foi a vez do zagueiro Chicão,  que ampliou aos 4 minutos mais um gol pro Coringão. Com mais de 35 mil torcedores presentes no Pacaembu, o Corinthians venceu o Ceará por 2x0, e assim automaticamente e com uma 'ajudinha' do Paraná que venceu o Barueri por 2x1, garantiu a nós o acesso antecipado para o grupo de elite.
O apito final só trouxe a certeza para a torcida e para os jogadores, que emocionada comemorou a vitória que trouxe de volta a redenção da equipe. As comemorações foram parar no alambrado pelo goleiro Felipe e Dentinho, que se jogaram no meio da torcida do Timão. Depois o time todo deu a volta olímpica, fazendo questão de agradecer a Fiel e a todos os corinthianos que, como uns dos jargões famosos diz: ' EU NUNCA VOU TE ABANDONAR, PORQUE EU SOU CORINTHIANS! ' - Nós não abandonaremos nunca, porque Corinthians é sofreguidão, mas é história e também é amor.

;)

13.10.08

.ela.


Obrigada, Laranjinha.
(me senti fortemente abraçada)

30.9.08

.dos contos, um tanto reais.

Ela chegou cansada, trazendo junto a ela sua bolsa embaixo do braço e as sacolas do supermercado na outra mão. Tocou o interfone, mas ninguém atendeu. Na tentativa de equilibrar tantas coisas, abriu a porta sozinha. 
Já era habitual. 
Quando entrou, logo tropeçou em alguma coisa que não dava pra ver o que era, a luz estava apagada. 'Que porra é essa no caminho?!' - pensou, mas soltou somente um suspiro longo de conformismo. Deixou a sacola na mesa do centro, e começou a preparar algo pro jantar. 
Ela gostava de ver ele comer, rápido, desastrado e faminto. Pois mesmo sabendo que ficaria estressada, que de alguma forma discutiriam, que perderiam o dia todo naquilo, porque ambos não tinham a menor prática de estarem juntos, ela insistia em cozinhar pra ele. 
Depois de tudo pronto, resolveu ir ao quarto. 
Acendeu a luz. 
Ele estava deitado na cama, vendo tv, de tênis e tudo. 
Parecia proposital. 
Ela disse oi, ele nem olhou. Ela tirou a roupa, ele nem olhou. Ela enrolou o cabelo com uma toalha pra não molhar no chuveiro e ele remexia coisas no quarto. Quando saiu do banheiro, viu que havia uma mala perto da porta:
- O que é isso?! - Apontou ela pra mala. - Vai viajar?! 
Ele parou, olhou no fundo dos olhos dela e respondeu:
- Vou viajar sim, mas pra bem longe de você! 
Ela sentiu uma pontada no peito. Ele, continuou:
- Tô cansado de ser tratado assim. 
Ela abaixou a cabeça. Tinha tanta coisa pra falar, mas lhe deu razão. Os olhos lacrimejados. 
Então se recuou, mas na verdade implorava por um abraço. Ela pensou em pedir pra ele ficar, mas antes de qualquer tentativa de dizer algo, ele gritou dizendo que era melhor ela não dizer porra nenhuma e que também não viesse com essas de 'eu te amo'. Chamou ela de covarde, de mentirosa, de mimada, de egoísta. E ela era mesmo e nunca negou. Mas ela tentou insistir mais uma vez, com as mãos tremendo, querendo dizer que ela sabia que ele ainda a amava, que era pra ele parar com aquela merda, pra tirar aquela mala dali ... mas calou. 
Lembrava que a um pouco tempo atrás, havia sido ela mesma que tinha dito que não dava mais certo. Que ela estava em dúvida. Que ela queria alguma coisa diferente, mas que nem ela mesma sabia o que era. Foi ela quem pediu pra ele não dizer 'eu te amo', pra ir fazer amor no precipício, pra esquecê-la. 
Na verdade todos sabiam, ele sempre foi mais corajoso que ela e naquele instante pediu pra ela ficar, pediu pra ela cuidar dele e ela fingiu que ficou. Mas continuou partindo. Sempre partindo ... agora era ele quem partia, de verdade. 
E ela ficou ali, naquele vazio. E não pediu pra ele voltar. Engoliu seco o choro. 
E a corajem dele, calou mais ainda o silêncio que sobrou.

...

29.9.08

.nossa senhora da pequena morte.

"como é que eu me meti nessa, como é que eu saio dessa, quem disse que eu quero sair dessa, esquecer isso tudo, derreter, morrer, agradecer à nossa senhora da pequena morte e dormir uma dormidinha daquelas antes de começar tudo de novo. e de novo. e de novo e de novo, até ele perceber que não há saída senão se entregar e se entregar sabendo que tudo nos espera" - Clarah Averbuck

Um grande e belo presente de aniversário que eu me darei. porque as vezes eu acho que mereço!
(:

26.9.08

.por hoje.

Ontem duas pessoas me disseram que eu tenho um olhar triste. Sabe, assim ... lá no fundo!
Me disseram que os olhos parecem estar sempre com lágrimas neles ... lá no fundo!
Ouvi dizer que eu por fora demonstro ser uma pessoa feliz, mas que na verdade não deixo de ser triste ... lá no fundo!
Meus ouvidos escutaram também uns: você é capaz! Você é inteligente! Você pode muito mais que isso! Você tem que ser feliz ... tem que acreditar ... tem que correr atrás ... lá no fundo!

E adivinha ....

Meus ouvidos deram ouvidos e então eu resolvi acreditar nessas palavras da 'verdade' ... lá no fundo!
O meu medo hoje é de que os medos voltem, porque ... lá no fundo, eu não me sinto completa.
Ainda falta ... me falta! Porque eu me perco ... e quando me perco, demoro a me encontrar.

Lá no fundo ...

(voltando a perder a cor ...)

24.9.08

.é sempre amor ... .

Para acompanhar: ' clique aqui '

'Ela vai mudar
,
Vai gostar de coisas que ele nunca imaginou

Vai ficar feliz de ver que ele também mudou

Pelo jeito não descarta uma nova paixão

Mas espera que ele ligue a qualquer hora


Para conversar

E perguntar se é tarde pra ligar

Dizer que pensou nela

Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que ...

É sempre amor, mesmo que acabe
Com ela aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou


Ele vai mudar,

Escolher um jeito novo de dizer "alô"

Vai ter medo de que um dia ela vá mudar

Que aprenda a esquecer sua velha paixão

Mas evita ir até o telefone


Para conversar
Pois é muito tarde pra ligar
Tem pensado nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que ...


É sempre amor, mesmo que acabe

Com ele aonde quer que esteja

É sempre amor, mesmo que mude

É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou

Para conversar
Nunca é muito tarde pra ligar
Ele pensa nela

Ela tem saudade

Mesmo sem ter esquecido que ...


É sempre amor, mesmo que acabe

Com ele aonde quer que esteja

É sempre amor, mesmo que mude

É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou'

18.9.08

.o instante inominável.



Fazia já um tempo que eu não sentia aquela lágrima.
Aquela lágrima que escorre ................... calma.
Que escorre lenta.
Que brota, pouco a pouco e deixa os olhos brilhando ... Trazendo memória do passado e memória de um tempo que não aconteceu ainda.
Até aquele instante ... Que os olhos se fecham.

L e n t a m e n t e .
E ela vai ...
Quente ... e lenta.
E lava.
E limpa.
E quando dei por mim ... minha Lágrima desaguou num sorriso.
(Por Bárbara Mazzola)
-----------------------------------------
Hoje é SEU dia! Dia de SER você.
Dia de dizer mais uma vez o quanto me orgulho de você, da pessoa que você é e vem construindo a cada descoberta, a cada lágrima, a cada dúvida, a cada sorriso, a cada 'LIVRAMENTO' do qual você se permite obter!
EU TE AMO, Laranjinha!
:)

2.9.08


Quero poder dormir abraçada com teu corpo, sussurrar canções que lembrem nós dois e ouvir sua respiração bem baixinho, assim no meu ouvidinho. Ver você acordar e dizer que te amo logo em seguida. Esse é o balanço dos dias. Mal conseguimos disfarçar. A gente se controla e dosamos a alegria  pra não gastar.  Isto é um samba, desses que falam de amor.

Um mês, parabéns ...
(L)

27.8.08

.luz dos olhos.

A luz do dia voltou. Voltou com aquela intensidade que há muito tempo eu não via.
Ilumina meu rosto, como se fossem aqueles raios de sol, de uma manhã de domingo agradável.
Entra pela janela e traz um gostinho aconchegante, que aquece até o mais escondido dos sentimentos. E isso faz eu sorrir, dos mais belos sorrisos. Porque essa luz, merece o melhor do que há em mim, do que me habita! Porque essa luz, me faz parte. Me traduz. Eu sou o que ela é. Ela transforma o que há de pior em melhor, o que há de melhor em melhor ainda. 
Faz com que as asas, há muito tempo atrofiadas, tenha vontade de bater de novo.
Essa luz é a vontade de abrir os olhos novamente. Essa luz é a irmandade. Essa luz, é a conexão entre amor e família. É muito mais que sangue. Essa luz, chama-se Marjorry!

(L)

21.8.08

.sobre o escrever mais para você.

Conversando sobre várias coisas ontem, surgiu um 'você poderia escrever mais pra mim, né?!' - Foi quando eu cheguei em casa e me dei conta de que isso soou estranho, pense juntinho comigo: você quer palavras bonitas e frases de efeito e eu o som da sua respiração.

Eu amo você Leo!
(L) 

14.8.08

7.8.08

.feliz.

Se liga, nunca havia mexido no photoshop na minha vida, e em apenas meia hora de explicação de como se fazia, eu consegui isso:

' http://www.nonsense.com.br/loja/produtos_descricao.asp?codigo_categoria=215&cor=&tam=&imageField.x=15&imageField.y=10 '

Eu não sou o máximo?!rsrs
(Pode não parecer nada pra você, mas pra mim ... nossa, é meu pedaço de bolo de chocolate!)

'DEIXE-SE ACREDITAR, NADA VAI ACONTECER, TUDO PODE SER NADA VAI ACONTECER, NÃO TEMA, ESSE É O REINO DA ALEGRIA!'

E pela primeira vez na vida, eu sou feliz com o meu trabalho!

:D'

3.8.08

.da melhor parte (1).

Agora as esquinas pelas quais eu passo sempre encontro suas mãos. Hoje sei, elas tornaram-se o encaixe perfeito para as minhas.

26.7.08

.e os monstros se divertem.

o que existe hoje, dentro de mim é um medo absurdo.
instalou-se dentro do meu peito, o desgraçado filho-da-puta.
tá morando aqui, sem pagar aluguel, condomínio ou qualquer coisa o tipo.
tá morando de graça ... há meses.
pior, ele acha que pode sair por ai furando as paredes, pendurando quadros e pintando o peito da cor que ele quiser. folgado!
tento expulsá-lo á anos, mas quem disse que ele sai?! já gritei, já chorei, já bati nele, já xinguei de tudo quanto era nome, arranhei, tentei tirar á força, já fui educada ... e NADA!
o contrato já rescindiu e ele continua lá, abusando da minha boa vontade.
merda.

odeio ele com todas as minha forças.
odeio, odeio, odeio, odeio, odeio, odeio.
ele não me larga e eu vou me acostumando.


...

25.7.08

.quando veio o temporal.

eu sempre pedi pra você ir, mas dentro de mim pedia o contrario. eu insistia, querendo acreditar que seu limite não teria fim. até que um dia você foi e o céu virou cinza.

23.7.08

.das luzes, os cânticos e só.

Quando penso no que restou ... falta reticências.
Não há palavras que suprem a necessidade do falar.
Os pensamentos vão voando, batem as asas na insistência de estar bem lá no alto.
Atos falhos, sem explicação. Sentimentos expostos.
Se para cada ação, há uma reação ... porque essas reações tem de ser bem piores?!

Esse último domingo, causou a distância entre o amor e a razão. Entre eu e você.
Eu fui parar nas nuvens, mas elas eram cinzas chumbo, carregadas de um temporal, prestes a explodir. Você ficou fincado no chão, tentando me convencer de suas explicações e elas me provocaram insônia. Quando eu conseguia fechar os olhos, os fantasmas me perseguiam por toda parte, então eu acordava, apertava o botão e quando as luzes do celular acendiam-se, perbecia que só havia passado uma hora. Imagina, a cada olhar aberto, uma hora.

Será que somos todos perdoáveis?! Ou tudo depende?!
Ei, já percebeu a tristeza que hoje existe no meu olhar?! Eles transmitem essa sensação principalmente quando meus olhos cruzam com os seus. Perceba, eu não sorrio mais como antes. E isso é foda, porque ... meu sorriso sempre foi maior quando era 'seu'.
Acho que depois de domingo, me deu preguiça de você. Dos seus dizeres, sentimentos, situações, abraços, beijos, brigas, discussões, conversas no msn, no telefone, seus escritos ... preguiça. Não dá tristeza?!

De todo jeito a gente vai seguindo a vida. Adoçando-a como der. Pensei até em dar um mergulho interno, me fechar naquela concha que você já conhece, porque isso que chamamos de 'nós' parece que perdeu o gosto. Ficou sem paladar. Aquele último beijo, à mim foi forçado. E é uma pena, porque eu sei o quanto você se esforça pra não fazer merda. Eu sei o quanto você gosta de mim. E você sabe exatamente o quanto eu gosto de você. A gente vive uma eterna busca de compreensão, de entendimento, mas acho que dessa vez, parece que não haverá jeito.
Pensei em mil maneiras absurdas de fuga, e por fim decidi esconder-me atrás das cortinas, mas será fugaz, porque sei bem que esse meu all-star branco pode denunciar onde estou, a qualquer momento. Estarei ali ... parada. Estática. Igual aquela música do Mombojó.
Como essas músicas decifram esse nosso 'nós', não?!

Pois bem, me desfiz no escuro, e virei um mar de lágrimas ... pacífico. Mas ai você me ligou, e eu pude então ouvir sua voz, lá ... do outro lado. E meu peito sentiu a paz mais uma vez. Porque, nós somos extremos. É muita paz, ou muito ódio, rs. Sabe, depois que desligamos, tive que abraçar meu travesseiro, assim, bem forte. Pois você fez falta.

Peguei no sono, dormi tranquila, até que os fanstasmas apareceram outra vez. Me coloquei em movimento. Perdi-me.
No sonho, (ou seria pesadelo?!) corria de tudo. Sentido, sem sentido algum. Ora para esquerda, ora para direita, ora para os dois lados. Cheguei a rezar. Pedi, supliquei por direção.
De repente, eu dirigia um carro ... mas enquanto subia a rua, estava em prantos. Era só tristeza. A dor tornava-se física. Me doía ... a alma. As juntas, a cabeça, o peito. Um aperto.

Quando acordei, minha respiração que nunca foi das melhores, parecia ter piorado. Me faltou ar, me faltou fôlego. Faltou tudo. Só a angústia me transborda. E as palavras, os escritos, tingindo o vazio de preto, traçando com clareza novos planos, vão dando forma delicada aos meus medos, desejos, certezas e afins.

Eu te amo ... mas hoje dói muito mais.

19.7.08

.sobre o passado, amor e um café da manhã num domingo. (2)

Eu estava tão bonita, naquele limite de quem eu sou, no limite dos traços que vão envelhecendo aos poucos, naturalmente. Eu estava de bem comigo mesma. Vestida no meu estilo calça jeans e camiseta branca, com os cabelos pretos, soltos, deixando que o vento tocasse-o. Eu estava tão bem, que tive de ignorar suas ligações, seus recados, suas mensagens e dizer que não, não me importo com nada, muito menos com seus problemas. Infelizmente não cabe mais a mim tentar achar uma resposta pra eles, por isso que chamam 'seus problemas' e não 'nossos', nem 'meus'. Eu não me importo. (eu me importo)
Foi aí que fiquei esperando por uma certa tristeza, que não veio. Só em alguns momentos raros. Afinal da nossa história sempre restará coisas lindas. Pensei: 'o grande amor da minha vida, não me dói mais'. Ai, que estranho. Essa coisa de se encontrar e desencontrar, é tão urbano, como diria o Caio. E eu mudei tanto. Mudo constantemente e isso até irrita. Mas sinto-me tão mais interessante. Tão mais ... mais. Acho que aprendi a domar a minha solidão. Aprendi certas coisas, que por anos pensei que não houvesse um aprendizado.
Hoje de manhã, quando abri meus olhos e olhei para o relógio, percebi que já passava da hora de fazer as pazes comigo de novo. É sempre assim, a gente briga, briga e no final sempre acaba se entendendo, porque a gente se ama, num amor desses sem explicação. Cansei de tentar me decifrar e nunca chegar a porra de conclusão nenhuma. Cansei das minhas neuras esdrúxulas e incoerentes. Cansei de sonhar acordada, embora ainda ache poético ser como sou. Cansei, mas não desisti e mesmo assim não trocaria minha mente perturbada por nenhuma sã. Vai entender.
Em agosto, se Deus quiser, inicia-se uma nova vida. Não daquelas bobas, sem propósito, sem angústias, porque pra mim essas coisas funcionam como um motor, que me levam numa corrida desenfreada em busca sempre de um porquê e mesmo que eu não ache resposta, sou apaixonada pela busca, talvez isso baste. É ela que motiva, condena, absolve e me faz ser como sou.
Mas será uma vida boa ... com passeios no final de semana e talvez com o abrir dos olhos ao meio-dia. Não será extraordinária, não será completa, mas ela seguirá seu ritmo normal.

Quando será que ficarei triste de novo?!
Eu que sou uma mulher 'blues'. Eu que nem sei me ser, que sou opostos.

Tão de bem comigo ... tão estranho.

17.7.08

.por causa dos olhos.

Ontem ouvi meu pai dizer que sente orgulho de mim. Depois ele me abraçou e disse que me amava. Eu duvidei. E fui dormir chorando. Hoje quando acordei, ele entrou no quarto, me deu um beijo de bom dia e disse pra eu não duvidar em nenhum momento do que eu ouvi. Me chamou de 'filha-chorona', e eu sou mesmo.
Então eu retribuí o abraço e o amor.
Porque era exatamente disso que eu precisava!
Quando me olhei no espelho e me deparei com meus olhos inchados e vermelhos, provocados pelas lágrimas de ontem, me senti vitoriosa e não quis esconder isso pra ninguém. Quero que todos vejam meus olhos inchados e vermelhos, da alegria imensa que hoje habita dentro de mim. Daquelas que a gente acha que nunca caberá dentro de nós.

Pois cabe ...

16.7.08

.sobre o passado, amor e um café da manhã num domingo. (1)

Sigo ensaiando uma certa distância de mim mesma. Penso que todos nós temos motivos para atos impensados. Como por exemplo, ao ver um amor do passado, não resistir e dizer: 'é uma pena, porque eu te amei tanto'. Eu, do alto de uma sinceridade tão devastante, de não procurar respostas no rosto do outro, de simplesmente partir e me perder por ai, não por causa de ninguém, mas por minha causa, me toquei que de certa forma, entre os vagões daquele trem e o balançar do ônibus, após racionalizar os meus sentimentos e me sentir confusa e cansada, ficou a impressão de que o meu 'não amar ninguém' é uma defesa fodida. Concha fechada, sem barulho do mar. Lendo as cartas do Caio Fernando Abreu no domingo, logo que cheguei em casa, me peguei com umas frases grudadas a memória, e quis chorar: 'Por tudo que se perdeu'. - 'Eu não quero ter vegonha de nada que sou capaz de sentir'. – nas cartas dele.

Aqui, dentro de mim, ficou guardado.

14.7.08

.por incrível que pareça.

Escorpião: 'Vibrações positivas no setor financeiro; conclua uma negociação com chefe a seu favor. Aproveite também para superar entraves e problemas na família. Circule por ai confiante de seu poder de gerenciar e administrar situações das quais muita gente fugiria. Sorria mais: este é o poder que Vênus lhe confere.'


Hoje as respostas das quais eu precisava apareceram todas no horóscopo!
Deus fala com a gente em todo e em cada lugar: Seja no livro do moço que está ao lado de você no metrô, seja na música da cantora que por um acaso iria abrir o show da banda que você foi ver, seja nos escritos da sua amiga, seja no horóscopo que você não ia ler, mas sua colega de trabalho pede pra ver ... enfim, as respostas estão quase sempre bem na nossa frente, cabe a nós olharmos com olhos brilhosos ao invés dos opacos.

12.7.08

.vou te contar.

Se toda sexta-feira houvesse a mim, a opção de não ficar em casa, assumo-lhe que eu sorriria sutilmente toda quinta a noite.

:)

9.7.08

.a descoberta ... a resposta.

Você já percebeu que existem coisas que nós temos que lutar muito pra mudar?! E outras que só nos resta sentar e esperar que o tempo passe?! É uma constante.
Não adianta sofrer por elas. Tá, eu sei que além de clichê é muito absurdo ler de mim uma coisa dessa. Eu, a pessoa que se coloca no personagem principal de uma novela mexicana.
Mas é que ontem, eu escutei umas verdades. Levei uns tapas na cara. E quando me olhei no espelho, enxerguei uma Mila muito mais consciente e madura, daquelas que as vezes precisa dizer um 'fazer o quê', não no sentindo de conformismo, mas sim no de perceber 'ser' no mundo, entende?! Reclamar somente não adianta e tentar resolver todos os seus problemas também não. Sofrer por eles, tudo bem ... o problema está em você se afundar na merda toda!
E minha cabeça anda de uma maneira que não pára, está prestes a explodir. Pois eu sou colecionadora de detalhes. Pequenos e belos detalhes de todas as pessoas, coisas, histórias e emoções que passam ou passaram na minha vida. Eu vou e construo um muro deles. Depois percebo, que os tijolos feito desses pequenos e belos detalhes, são na verdade compostos de sopro. É ... é isso, meu muro é feito de sopro! E ele tem sim o poder de evaporar-se, de esvair-se em segundos. Depois de encarar de frente a mente, a gente pensa melhor. Escrever alivia, chorar esvazia e tentar, faz parte! Hoje eu obtive a resposta. Hoje eu descobri a força que meu sopro tem.

E é no meio dessa bagunça de tijolos, argamassa e cimento, que muitas vezes me esqueço de dizer o quanto eu agradeço todas as noites por você me entender, melhor que qualquer pessoa. E ainda por me oferecer mudanças das quais sem você não existiriam! Tanto as físicas, quanto as psicológicas. Tanto as pagas (os pães de queijo, sucos, patês de atum, castanhas ...), quanto as vividas, escritas e faladas. Obrigada!

Te amo, Bá.

8.7.08

.e fica a dúvida.

Essa tal parede de tijolos que construí para me proteger, hoje não exerce seu efeito e obrigatoriedade, hoje ela somente me aprisiona.

6.7.08

.pergunto-lhe.

Com quantos tijolos eu preciso construir um muro para me proteger?!

30.6.08

.resposta à mensagem recebida numa tarde fria.

Eu queria poder entender e esquecer, por alguns segundos, o que nos tornamos com essa distância quilométrica das nossas cidades e dos nossos centímetros. Respiro sonhos de cinco letras. Sobrevivo no limite. Me sinto pior assim, do que não saber mentir. Negar certas coisas a si mesmo é algo como o oitavo pecado capital. Eu finjo conseguir viver sem o que você sempre me deu, sem nenhuma cobrança exorbitante ou feroz. Cometo um crime atrás do outro. Estou esperando a salvação desse estar dentro do que não sou, desejando piamente estar dentro de você quando nossos olhos estiverem cerrados, trêmulos e amantes. Eu ainda acredito que um dia eles voltarão a ficar juntos. Grandes amores não morrem, eles adormecem. Mas o meu, como um bebê recém-nascido, ainda chora, grita e implora pelos seus cuidados. Grandes amores são simplórios na sua magnitude, mas são complexos na sua força. E o tempo, anda passando por mim. O tempo me carrega no colo. O tempo curou meu passado, mas deixou o presente de presente. O seu presente. Fincado aqui, dentro de mim. Rasgando em tiras finas, o meu coração. Você errou com seu peito. E eu com o meu. Mas olha só, eu aqui. Deixando pra lá os nossos erros. Esquecendo-os. Engolindo-os e tomando um ENO pra digestão ser mais rápida. Eu entendo quando culpamos o tempo, mas não compreendo quando falamos no passado. Pelo menos em mim, alguma coisa ainda vive. Alguma coisa ainda pulsa. O tempo ainda compõe lindas músicas pros meus ouvidos. Da melodia triste e pesada á mais bela e alegre. Ainda vive. Ainda pulsa. As lacunas ainda perduram. Perduram somente pela falta que seus lábios fazem aos lábios meus. Sonhos de cinco letras. Acordo. Volto à realidade da mudez dos telefones, da facada das mensagens, da impotência de ser nada para o tudo. Da realidade de ser triste. Acordada. As coisas lindas também continuam aqui guardadas, não num baú empoeirado embaixo da cama, mas no travesseiro macio onde repouso minha cabeça todo dia e que permite sonhar esse sonho de cinco letras. Cinco letras.

23.6.08

.a arte de desatar nós e sentidos.

Hoje acordei com aquela certeza de que seus olhos verdes já não surtam mais efeito nos meus.

Conversei com uma amiga e pensei na possibilidade de nós desatados.
Me senti feliz.
Porque por anos, meses, dias eu me permiti sofrer por você. E não somente pelos seus erros, gestos e táticas, mas porque eu realmente amei você e porque em algum momento você também me amou. Talvez não com a mesma intensidade que a minha, mas amou. Eu sei.
Mas não estou aqui para mensurar sentimentos, porque aprendi com o rapaz da blusa de frio cinza, que isso não é correto. Temos que aceitar o que os outros dão pra gente. E foi ai que eu percebi que eu nunca aceitei o que você me dava. Eu sempre quis mais. Porque eu sentia que merecia mais ...

Por isso queria te dizer, que sei que a culpa não foi somente sua. Talvez eu tenha somente dado o azar de estar com você na sua pior fase. Naquela onde a gente descobre nossas qualidades e a exaltamos para conseguirmos algumas coisas. E eu sei que deveria ter me tocado antes, que deveria ter escutado alguns amigos, deveria ter tido um pouco mais de feeling e percebido que nada daquilo daria em lugar algum.

Tive um pouco de inveja das pessoas que conseguiam seguir em frente, logo depois das decepções amorosas que você causava nelas. Porque eu queria sair daquilo o mais rápido que eu pudesse, porque eu tinha certeza que se não saísse, ficariam resquícios de você em mim e foi exatamente isso que fez eu chegar ao fundo do poço. Mas um dia, quando eu resolvi encarar o espelho, percebi que se eu largasse você, te perderia. Engraçado, como podemos perder alguém, que nunca tivemos?!

Claro que não tiro seus erros de circulação! Você foi um filho-da-puta-de-um-sacana, e espero que saiba disso! Não sei porque agia daquela forma e me senti muitas vezes traída pelas suas palavras, que por vezes me demonstravam tanta sinceridade e do nada caíam em contradição. Mas o problema estava ai: você sempre foi contraditório. E eu não queria acreditar nisso! A tal música que você escreveu pra mim já premeditava o que estava acontecendo, mas eu, como uma mulher apaixonada, pensei que aquilo era mais uma declaração de amor. Aah, como cegamos quando há amor, não?! Sabe, existe um erro nessa música, ele é aquele 'será' depois do 'te amo como um amigo' - sobra muita reticência naquela parte. Uma sobra que sempre foi seca! Sempre! E foi por causa desse 'será' que me permiti sofrer por tanto tempo.

Eu achei que a minha visão seria cruel naquele domingo. Que ver você faria minhas mãos tremerem descoordenadas, que minha respiração tornaria-se audível e meus olhos há tanto tempo enfraquecidos recuperariam seu brilho original. Mas por incrível que pareça (e digo isso porque 'ninguém' acreditará em mim) minhas mãos seguiram com suas rotinas diárias, sem maiores tropeços. A respiração permaneceu igual, longe de qualquer som estridente. E os olhos, bom sobre eles eu tenho o que falar, porque assim, ao meu ver assuntos mal-resolvidos ficam guardados em nós até que eles se resolvam naturalmente, e apesar de ter trocado com você apenas três ou quatro palavras, aquela troca de olhares rápida que tivemos, enquanto você estava em cima daquele palco, onde um dia já fomos platéia, eu senti que as minhas pupilas que antes imploravam por qualquer demonstração de afeto, naquele domingo somente sorriam pacíficas, prestando atenção ao que saía de sua boca e a mim, elas vinham apenas como palavaras somadas.

Mas é como dizem as pessoas: o tempo cura. As vezes demora, mas cura!
E o domingo foi o dia em que eu coloquei sal nas feridas, foi o dia em que me senti viva de novo. Foi no Copolla que eu realmente percebi que 'você não passa de um espaço aberto pela multidão' (obrigada China, esse trecho da sua música sempre calha bem!).
Foi lá que os nós finalmente desataram-se. Foi o dia em que meu coração não bateu forte demais, nem lento demais ... ele simplesmente bateu numa estabilidade em que eu pensei jamais ser possível!

E quando entrei no carro do Marcel, eu senti que todo aquele peso que habitava minhas costas há tanto tempo, começou a alçar vôo. E voou ... Voou e levou junto, de mãos dadas, o meu medo de me magoar de novo com qualquer pessoa que possa ficar perto de mim. Levou a necessidade que eu sentia em precisar odiar tanto e me proteger tanto que ficava demasiadamente má, e assim começava a fazer maldades comigo. Hoje eu sinto que posso assumir esse peso. Posso assumir meu medos. Posso assumir toda essa merda. E mesmo assim, consigo voar ainda mais alto, como se flutuasse. Hoje surpreendentemente, me sinto mais leve.

Pensei comigo enquanto chegava em casa, que se dava pra sair dessa 'loucura' que foi 'ter' você, sentada naquele banco de passageiro, imagina o que eu não poderia fazer da minha vida a hora que ficasse em pé.

O que restou de você em mim, foi o aprendizado de não sentir nada.

Hoje eu me sinto livre!

Então ... obrigada.

20.6.08

.cuspindo palavras (pt.2).

Enquanto isso no msn ...

Ju diz:
Buscar perfeição é uma forma de fugir do medo de amar, sabia???

.mila. - .simulacrodepalavras.blogspot.com. diz:
Ai, essa bateu forte na espinha!





É ...

18.6.08

.quando meu sorriso se perdeu.

Antes de mais nada, me desculpe ...

Olha só, eu sei que te machuquei, sei que fiz de tudo um pouco contigo, que baguncei sua vida, deixei ela de cabeça pra baixo, que disse coisas que não foram legais, que fui covarde, e que joguei muita coisa fora. Sei que errei. Mas sei que também te amei. Sei que um dia, pensei em ter filhos contigo, pensei em dizer te amo, pensei em fazer amor contigo, pensei lhe fazer mil surpresas e declarações de amor. Pensei, pensei ... e quando resolvi fazer, ao invés de só pensar, vi que era tarde demais.
Não quero e nem preciso falar dos teus erros. Você sabe que também os cometeu. É aquela coisa, todos aqui somos humanos, todos fazemos muita merda, falamos muita merda e depois percebemos quanta bosta sobrou de tudo aquilo que vivemos. Mas eu não quero pensar assim ...
Porque como de todos, que um dia foram, também existe algo de você guardado aqui. Nós aprendemos com todos sabia?! Independente do que eles fizeram ...
E com você eu aprendi algumas coisas, e uma delas foi escutar verdades! Você me disse muitas delas. Crua e nua. É impressionante como você foi a única pessoa que nunca mediu palavras comigo, nunca pensou muito antes de falar, você simplesmente falava, não importava se eu iria gostar ou não. E o mais engraçado de tudo isso é que sempre falei mais do que ouvi. Eu tenho essa mania irritante e idiota de as vezes querer contar mínimos detalhes das histórias. Mas quando você abria a boca, eu parava pra escutar e ficava com aquela cara de boba, pensando: 'puta merda, o que esse cara ta falando?!' - Dói admitir, mas eu sempre admirei isso em você!

Nós dois juntos, somos aquele misto de sensações contraditórias. Amor e ódio caminhando juntos ...

Talvez o que tenha amornado tudo, foi esse jeito trocado que nós dois temos, eu muito racional, você muito emocional. Talvez eu tenha sofrido demais e você amado demais. É ... talvez. Lembro que sempre que iríamos nos encontrar fazia frio. Nunca em todo esse nosso tempo juntos fez um dia sequer de calor! Então toda vez que ia te encontrar, sentia aquele vento gelado bater no rosto e pensava que logo essa sensação passaria, pois eu encostaria no seu peito e aquela sua blusa de frio cinza esquentaria tudo ao meu redor.
Sabia que eu permiti o vento tocar minha pele pra, talvez, te sentir mais uma vez?! E quando tocou, abri um sorriso sutil. Vaguei meus olhos pelas ruas vazias, numa esquina qualquer e sequer ouvi tua gargalhada, quem dirá me encontrar com olhos teus. Os olhos coloridos. As cores que deformam. Como aquela música do Mombojó que me faz lembrar você. Aliás nem te contei, mas no último show deles que eu fui, eles tocaram essa música, sabia?! Eu fechei meus olhos e pensei em você.

Ei, que tipo de história ficou entre a gente?!

Já sei, serei ouvinte das mais novas narrativas e dos mais novos cheiros e sorrisos que ocorrerão pelo caminho e, talvez, numa noite suave de brisas leves, vou deixar contorcer meus músculos num lapso insano de conter lembranças profundas de algo que existiu, algo que ficou.

Ai se me faltasse cautela ...

Um dia desses eu me olhei no espelho e percebi que o brilho das pupilas, me diziam que, algo havia ficado opaco. Então eu fui e joguei ali, naquele canto escuro, embaixo dos tacos que revestem o chão, nos vãos, com poeira e migalhas - o que me restou depois de uma tarde de olhos perdidos e contensão de gotas que me salvariam a alma. Fiz também dos seus pedaços, um outro qualquer, quem sabe, mas fiz. Reconstruí de maneira instintiva o que tinha ao alcance. Amarguei por longos dias, não sei bem, tentei contar, nem sequer lembrei, por isso contive as mais dolorosas palavras e gargalhei aos olhos alheios. E foi assim que te escondi, não na caixa mais escura, mas naquela cinza e com meia-luz, pra que não me deixe fugir da audição o som mais macio de uma única gargalhada sua. Porque por mais que eu não queira, ainda ouço ela aqui, dentro da minha cabeça, ecoando ... ecoando.
E o que eu sempre tentei lhe dizer foi que, agora eu resolvi acreditar num futuro de luzes, aonde caminharei e acertarei o rumo que me levará a esses romances de msn, de bares, de roda qualquer, de esquina de bairro. Ouvi por longos minutos esse seu nome que ensurdecia meus ouvidos. Passaram-se, talvez, vidas, momentos, pessoas, e hoje, já não ouço mais. Tento por alguns dias buscar algo que me leve pra um abraço distante, algo que por alguns outros longos minutos me levou à proteção mais bonita que já tive.

Ei, eu já não sou mais aquela ... sou essa.
Me transformei nessa pessoa fraca, porém, corajosa e decidi que tenho que lhe deixar caminhar pro caminho que lhe cabe. E eu ao meu.
Talvez este seja mais um rascunho de uma despedida forçada, ou a despedida, de fato. O que pipoca aos meus olhos já não posso controlar, te estendo a mão e peço pra que siga, mesmo sendo egoísta o suficiente pra te perturbar a alma, mas me desfiz de sentimentos de posse há um belo tempo.

Hoje nossa contradição anda de mãos separadas.

14.6.08

.é assim que tudo transforma-se em sorrisos.

É mais ou menos assim, não preciso pedir, nem demonstrar ou prometer nada. É gratuito. É constante. Está ali mesmo quando nem me lembro. E quando me dou conta - com uma frase bonita de supetão, um telefonema, um recado, um sorvete, um convite, um abraço, um sorriso - a cabeça desanuvia-se. Para quê dar corda para o resto, afinal?! Basta lembrar que tenho você e tudo em mim vira 'deixa-disso'.

Foi assim que eu aprendi que a vida é mais. Porque a vida é Bárbara!




'eu tenho a chave, nada impede a vida acontecer ... deixe-se acreditar, nada vai te acontecer, tudo pode ser, nada vai acontecer, não tema: ESSE É O REINO DA ALEGRIA!'

9.6.08

.cuspindo palavras (pt. 1).

ele ligou pra ela. ela não atendeu. depois sentiu culpa.
pra variar.

.os outros ... são os outros.

Eu vivo com essa sensação de abandono, de falta, de pouco, de metade. Mas nada disso é novidade.
Porque sempre houveram outros ...
Teve o outro que dizia me amar, mas era covarde o suficiente para tentar, o outro que diz que não vai me decepcionar de novo, mas não sei porque não consigo acreditar, e o outro que continua indo embora para sempre, porque na verdade ele nunca foi embora pra sempre, pelo menos até mês passado.
Eu percebi que não sei deixar ninguém partir, eu não sei escolher, excluir, deletar. São as pessoas que resolvem me deixar, talvez seja melhor assim, adoro não ser responsável por absolutamente nada, odeio o peso que uma despedida eterna causa em mim. Nada é eterno. E eu não quero brincar de Deus.

6.6.08

.vamos lá ... atire no dramaturgo.

Porque ele traduz meus pensamentos e meus choros da madrugada:

Escrito por Mário Bortolotto às 11h36:

Agora que já acordei, relativamente sóbrio, deixa eu explicar o texto aí de baixo (não que eu tenha necessidade de explicar nada pra ninguém, mas é que acho que o assunto vem bem a calhar) que escrevi quando cheguei ontem em casa, relativamente bêbado e tentei assistir "Uma noite sobre a terra" como fiz há vários anos atrás em Curitiba: é que ontem discuti muito com um amigo sobre os textos que escrevo aqui no blog. Ele alegava que escrevo textos muito tristes e que se tava tão triste assim, era só procurar mudar de vida e aí não precisaria mais escrever textos assim. Quer dizer, foi mais ou menos esse o teor da discussão. A gente discutiu muito mais sobre vários outros assuntos, com argumentação entusiasmada e enérgica de ambos os lados, mas ninguém tem nada a ver com isso. Amigos discutem, socam a mesa, se levantam irritados e insultam os deuses, se for preciso. Também faz parte da vida, sabe como é. Mas em resumo, o que quis dizer é que não fujo de tristeza que pra mim, faz parte da vida. Não vou tomar anti-depressivo nem procurar paliativos falsos pra anestesiar algo que faz parte da minha vida. E quando escrevo um texto triste aqui, de maneira nenhuma estou reclamando de nada. Eu tô é aproveitando o momento. Escolhi o meu jeito de viver, e pago o preço, na boa. Não sou de reclamar de nada, e nem de pedir ajuda de ninguém. Não tô aqui tirando uma de orgulhoso do tipo "não preciso de ninguém". É claro que preciso. Mas não peço, sabe como é. Eu ando por aí, com os números de telefone sumindo no bolso da minha calça. Não tem nada de mais. Foi o jeito que escolhi viver e já respondendo pra outro amigo numa conversa de outro dia. Era um cara bem mais jovem querendo ouvir a opinião de um cara mais velho. E por isso ele perguntava sobre medos que ele já tinha mesmo sendo tão jovem - as pessoas se agarram em tábuas de salvação muito antes das barbatanas dos tubarões aparecerem no horizonte: "Não, Brother, não tenho medo de nada. Sequer tenho medo de solidão. Às vezes pode ser muito triste, mas tristeza como eu já disse, faz parte da vida". E sempre dá pra tentar fazer embaixada com uma tampinha de tampico. É só eu sentir que meu joelho responde melhor. Depois ainda posso ir embora cantando baixinho "The wind cries Mary". Então não me interpretem mal. Posso até não estar bem de vez em quando, mas não tô reclamando de nada. Nunca. Como diria Patti Smith: "Meus pecados são só meus. Não quero ninguém pagando por eles". É meu jeito de estar bem, mesmo quando estou mal. '



Escrito por Mário Bortolotto às 04h15:

'Lembro que tava andando em Curitiba. E tava um puta frio. E ela me servia de proteção e agente intimidatório. Lembro de chegar em casa e ficar com vontade de ligar pra ela. Mas eu nunca fiz. Não sou de fazer esse tipo de coisa. Cada um leva a vida do jeito que escolheu. Deus nos concedeu essa colher. Você é que resolve jogar de um jeito torto e ficar preso na armadilha, blefar na hora errada e berrar "truco" quando não tem as cartas. Aí vê se não reclama quando acabar sozinho e velho tirando uma embaixada com tampinha de tampico. Quem te garante que você podia estar melhor? Levo a vida que escolhi e ninguém vai me ver responsabilizando ninguém por isso. Porque agora vou deitar na cama sozinho, vou esticar os dedões e vou assistir de novo "Uma noite sobre a terra". Quem me garante que eu podia estar melhor? Boa noite pra todo mundo. '

mais: ' http://atirenodramaturgo.zip.net '




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Will the wind ever remember the names it has blown in the past? And with this crutch, its old age and its wisdom, it whispers, "no, this will be the last." And The Wind Cries Mary. '