26.7.08

.e os monstros se divertem.

o que existe hoje, dentro de mim é um medo absurdo.
instalou-se dentro do meu peito, o desgraçado filho-da-puta.
tá morando aqui, sem pagar aluguel, condomínio ou qualquer coisa o tipo.
tá morando de graça ... há meses.
pior, ele acha que pode sair por ai furando as paredes, pendurando quadros e pintando o peito da cor que ele quiser. folgado!
tento expulsá-lo á anos, mas quem disse que ele sai?! já gritei, já chorei, já bati nele, já xinguei de tudo quanto era nome, arranhei, tentei tirar á força, já fui educada ... e NADA!
o contrato já rescindiu e ele continua lá, abusando da minha boa vontade.
merda.

odeio ele com todas as minha forças.
odeio, odeio, odeio, odeio, odeio, odeio.
ele não me larga e eu vou me acostumando.


...

25.7.08

.quando veio o temporal.

eu sempre pedi pra você ir, mas dentro de mim pedia o contrario. eu insistia, querendo acreditar que seu limite não teria fim. até que um dia você foi e o céu virou cinza.

23.7.08

.das luzes, os cânticos e só.

Quando penso no que restou ... falta reticências.
Não há palavras que suprem a necessidade do falar.
Os pensamentos vão voando, batem as asas na insistência de estar bem lá no alto.
Atos falhos, sem explicação. Sentimentos expostos.
Se para cada ação, há uma reação ... porque essas reações tem de ser bem piores?!

Esse último domingo, causou a distância entre o amor e a razão. Entre eu e você.
Eu fui parar nas nuvens, mas elas eram cinzas chumbo, carregadas de um temporal, prestes a explodir. Você ficou fincado no chão, tentando me convencer de suas explicações e elas me provocaram insônia. Quando eu conseguia fechar os olhos, os fantasmas me perseguiam por toda parte, então eu acordava, apertava o botão e quando as luzes do celular acendiam-se, perbecia que só havia passado uma hora. Imagina, a cada olhar aberto, uma hora.

Será que somos todos perdoáveis?! Ou tudo depende?!
Ei, já percebeu a tristeza que hoje existe no meu olhar?! Eles transmitem essa sensação principalmente quando meus olhos cruzam com os seus. Perceba, eu não sorrio mais como antes. E isso é foda, porque ... meu sorriso sempre foi maior quando era 'seu'.
Acho que depois de domingo, me deu preguiça de você. Dos seus dizeres, sentimentos, situações, abraços, beijos, brigas, discussões, conversas no msn, no telefone, seus escritos ... preguiça. Não dá tristeza?!

De todo jeito a gente vai seguindo a vida. Adoçando-a como der. Pensei até em dar um mergulho interno, me fechar naquela concha que você já conhece, porque isso que chamamos de 'nós' parece que perdeu o gosto. Ficou sem paladar. Aquele último beijo, à mim foi forçado. E é uma pena, porque eu sei o quanto você se esforça pra não fazer merda. Eu sei o quanto você gosta de mim. E você sabe exatamente o quanto eu gosto de você. A gente vive uma eterna busca de compreensão, de entendimento, mas acho que dessa vez, parece que não haverá jeito.
Pensei em mil maneiras absurdas de fuga, e por fim decidi esconder-me atrás das cortinas, mas será fugaz, porque sei bem que esse meu all-star branco pode denunciar onde estou, a qualquer momento. Estarei ali ... parada. Estática. Igual aquela música do Mombojó.
Como essas músicas decifram esse nosso 'nós', não?!

Pois bem, me desfiz no escuro, e virei um mar de lágrimas ... pacífico. Mas ai você me ligou, e eu pude então ouvir sua voz, lá ... do outro lado. E meu peito sentiu a paz mais uma vez. Porque, nós somos extremos. É muita paz, ou muito ódio, rs. Sabe, depois que desligamos, tive que abraçar meu travesseiro, assim, bem forte. Pois você fez falta.

Peguei no sono, dormi tranquila, até que os fanstasmas apareceram outra vez. Me coloquei em movimento. Perdi-me.
No sonho, (ou seria pesadelo?!) corria de tudo. Sentido, sem sentido algum. Ora para esquerda, ora para direita, ora para os dois lados. Cheguei a rezar. Pedi, supliquei por direção.
De repente, eu dirigia um carro ... mas enquanto subia a rua, estava em prantos. Era só tristeza. A dor tornava-se física. Me doía ... a alma. As juntas, a cabeça, o peito. Um aperto.

Quando acordei, minha respiração que nunca foi das melhores, parecia ter piorado. Me faltou ar, me faltou fôlego. Faltou tudo. Só a angústia me transborda. E as palavras, os escritos, tingindo o vazio de preto, traçando com clareza novos planos, vão dando forma delicada aos meus medos, desejos, certezas e afins.

Eu te amo ... mas hoje dói muito mais.

19.7.08

.sobre o passado, amor e um café da manhã num domingo. (2)

Eu estava tão bonita, naquele limite de quem eu sou, no limite dos traços que vão envelhecendo aos poucos, naturalmente. Eu estava de bem comigo mesma. Vestida no meu estilo calça jeans e camiseta branca, com os cabelos pretos, soltos, deixando que o vento tocasse-o. Eu estava tão bem, que tive de ignorar suas ligações, seus recados, suas mensagens e dizer que não, não me importo com nada, muito menos com seus problemas. Infelizmente não cabe mais a mim tentar achar uma resposta pra eles, por isso que chamam 'seus problemas' e não 'nossos', nem 'meus'. Eu não me importo. (eu me importo)
Foi aí que fiquei esperando por uma certa tristeza, que não veio. Só em alguns momentos raros. Afinal da nossa história sempre restará coisas lindas. Pensei: 'o grande amor da minha vida, não me dói mais'. Ai, que estranho. Essa coisa de se encontrar e desencontrar, é tão urbano, como diria o Caio. E eu mudei tanto. Mudo constantemente e isso até irrita. Mas sinto-me tão mais interessante. Tão mais ... mais. Acho que aprendi a domar a minha solidão. Aprendi certas coisas, que por anos pensei que não houvesse um aprendizado.
Hoje de manhã, quando abri meus olhos e olhei para o relógio, percebi que já passava da hora de fazer as pazes comigo de novo. É sempre assim, a gente briga, briga e no final sempre acaba se entendendo, porque a gente se ama, num amor desses sem explicação. Cansei de tentar me decifrar e nunca chegar a porra de conclusão nenhuma. Cansei das minhas neuras esdrúxulas e incoerentes. Cansei de sonhar acordada, embora ainda ache poético ser como sou. Cansei, mas não desisti e mesmo assim não trocaria minha mente perturbada por nenhuma sã. Vai entender.
Em agosto, se Deus quiser, inicia-se uma nova vida. Não daquelas bobas, sem propósito, sem angústias, porque pra mim essas coisas funcionam como um motor, que me levam numa corrida desenfreada em busca sempre de um porquê e mesmo que eu não ache resposta, sou apaixonada pela busca, talvez isso baste. É ela que motiva, condena, absolve e me faz ser como sou.
Mas será uma vida boa ... com passeios no final de semana e talvez com o abrir dos olhos ao meio-dia. Não será extraordinária, não será completa, mas ela seguirá seu ritmo normal.

Quando será que ficarei triste de novo?!
Eu que sou uma mulher 'blues'. Eu que nem sei me ser, que sou opostos.

Tão de bem comigo ... tão estranho.

17.7.08

.por causa dos olhos.

Ontem ouvi meu pai dizer que sente orgulho de mim. Depois ele me abraçou e disse que me amava. Eu duvidei. E fui dormir chorando. Hoje quando acordei, ele entrou no quarto, me deu um beijo de bom dia e disse pra eu não duvidar em nenhum momento do que eu ouvi. Me chamou de 'filha-chorona', e eu sou mesmo.
Então eu retribuí o abraço e o amor.
Porque era exatamente disso que eu precisava!
Quando me olhei no espelho e me deparei com meus olhos inchados e vermelhos, provocados pelas lágrimas de ontem, me senti vitoriosa e não quis esconder isso pra ninguém. Quero que todos vejam meus olhos inchados e vermelhos, da alegria imensa que hoje habita dentro de mim. Daquelas que a gente acha que nunca caberá dentro de nós.

Pois cabe ...

16.7.08

.sobre o passado, amor e um café da manhã num domingo. (1)

Sigo ensaiando uma certa distância de mim mesma. Penso que todos nós temos motivos para atos impensados. Como por exemplo, ao ver um amor do passado, não resistir e dizer: 'é uma pena, porque eu te amei tanto'. Eu, do alto de uma sinceridade tão devastante, de não procurar respostas no rosto do outro, de simplesmente partir e me perder por ai, não por causa de ninguém, mas por minha causa, me toquei que de certa forma, entre os vagões daquele trem e o balançar do ônibus, após racionalizar os meus sentimentos e me sentir confusa e cansada, ficou a impressão de que o meu 'não amar ninguém' é uma defesa fodida. Concha fechada, sem barulho do mar. Lendo as cartas do Caio Fernando Abreu no domingo, logo que cheguei em casa, me peguei com umas frases grudadas a memória, e quis chorar: 'Por tudo que se perdeu'. - 'Eu não quero ter vegonha de nada que sou capaz de sentir'. – nas cartas dele.

Aqui, dentro de mim, ficou guardado.

14.7.08

.por incrível que pareça.

Escorpião: 'Vibrações positivas no setor financeiro; conclua uma negociação com chefe a seu favor. Aproveite também para superar entraves e problemas na família. Circule por ai confiante de seu poder de gerenciar e administrar situações das quais muita gente fugiria. Sorria mais: este é o poder que Vênus lhe confere.'


Hoje as respostas das quais eu precisava apareceram todas no horóscopo!
Deus fala com a gente em todo e em cada lugar: Seja no livro do moço que está ao lado de você no metrô, seja na música da cantora que por um acaso iria abrir o show da banda que você foi ver, seja nos escritos da sua amiga, seja no horóscopo que você não ia ler, mas sua colega de trabalho pede pra ver ... enfim, as respostas estão quase sempre bem na nossa frente, cabe a nós olharmos com olhos brilhosos ao invés dos opacos.

12.7.08

.vou te contar.

Se toda sexta-feira houvesse a mim, a opção de não ficar em casa, assumo-lhe que eu sorriria sutilmente toda quinta a noite.

:)

9.7.08

.a descoberta ... a resposta.

Você já percebeu que existem coisas que nós temos que lutar muito pra mudar?! E outras que só nos resta sentar e esperar que o tempo passe?! É uma constante.
Não adianta sofrer por elas. Tá, eu sei que além de clichê é muito absurdo ler de mim uma coisa dessa. Eu, a pessoa que se coloca no personagem principal de uma novela mexicana.
Mas é que ontem, eu escutei umas verdades. Levei uns tapas na cara. E quando me olhei no espelho, enxerguei uma Mila muito mais consciente e madura, daquelas que as vezes precisa dizer um 'fazer o quê', não no sentindo de conformismo, mas sim no de perceber 'ser' no mundo, entende?! Reclamar somente não adianta e tentar resolver todos os seus problemas também não. Sofrer por eles, tudo bem ... o problema está em você se afundar na merda toda!
E minha cabeça anda de uma maneira que não pára, está prestes a explodir. Pois eu sou colecionadora de detalhes. Pequenos e belos detalhes de todas as pessoas, coisas, histórias e emoções que passam ou passaram na minha vida. Eu vou e construo um muro deles. Depois percebo, que os tijolos feito desses pequenos e belos detalhes, são na verdade compostos de sopro. É ... é isso, meu muro é feito de sopro! E ele tem sim o poder de evaporar-se, de esvair-se em segundos. Depois de encarar de frente a mente, a gente pensa melhor. Escrever alivia, chorar esvazia e tentar, faz parte! Hoje eu obtive a resposta. Hoje eu descobri a força que meu sopro tem.

E é no meio dessa bagunça de tijolos, argamassa e cimento, que muitas vezes me esqueço de dizer o quanto eu agradeço todas as noites por você me entender, melhor que qualquer pessoa. E ainda por me oferecer mudanças das quais sem você não existiriam! Tanto as físicas, quanto as psicológicas. Tanto as pagas (os pães de queijo, sucos, patês de atum, castanhas ...), quanto as vividas, escritas e faladas. Obrigada!

Te amo, Bá.

8.7.08

.e fica a dúvida.

Essa tal parede de tijolos que construí para me proteger, hoje não exerce seu efeito e obrigatoriedade, hoje ela somente me aprisiona.

6.7.08

.pergunto-lhe.

Com quantos tijolos eu preciso construir um muro para me proteger?!