23.7.08

.das luzes, os cânticos e só.

Quando penso no que restou ... falta reticências.
Não há palavras que suprem a necessidade do falar.
Os pensamentos vão voando, batem as asas na insistência de estar bem lá no alto.
Atos falhos, sem explicação. Sentimentos expostos.
Se para cada ação, há uma reação ... porque essas reações tem de ser bem piores?!

Esse último domingo, causou a distância entre o amor e a razão. Entre eu e você.
Eu fui parar nas nuvens, mas elas eram cinzas chumbo, carregadas de um temporal, prestes a explodir. Você ficou fincado no chão, tentando me convencer de suas explicações e elas me provocaram insônia. Quando eu conseguia fechar os olhos, os fantasmas me perseguiam por toda parte, então eu acordava, apertava o botão e quando as luzes do celular acendiam-se, perbecia que só havia passado uma hora. Imagina, a cada olhar aberto, uma hora.

Será que somos todos perdoáveis?! Ou tudo depende?!
Ei, já percebeu a tristeza que hoje existe no meu olhar?! Eles transmitem essa sensação principalmente quando meus olhos cruzam com os seus. Perceba, eu não sorrio mais como antes. E isso é foda, porque ... meu sorriso sempre foi maior quando era 'seu'.
Acho que depois de domingo, me deu preguiça de você. Dos seus dizeres, sentimentos, situações, abraços, beijos, brigas, discussões, conversas no msn, no telefone, seus escritos ... preguiça. Não dá tristeza?!

De todo jeito a gente vai seguindo a vida. Adoçando-a como der. Pensei até em dar um mergulho interno, me fechar naquela concha que você já conhece, porque isso que chamamos de 'nós' parece que perdeu o gosto. Ficou sem paladar. Aquele último beijo, à mim foi forçado. E é uma pena, porque eu sei o quanto você se esforça pra não fazer merda. Eu sei o quanto você gosta de mim. E você sabe exatamente o quanto eu gosto de você. A gente vive uma eterna busca de compreensão, de entendimento, mas acho que dessa vez, parece que não haverá jeito.
Pensei em mil maneiras absurdas de fuga, e por fim decidi esconder-me atrás das cortinas, mas será fugaz, porque sei bem que esse meu all-star branco pode denunciar onde estou, a qualquer momento. Estarei ali ... parada. Estática. Igual aquela música do Mombojó.
Como essas músicas decifram esse nosso 'nós', não?!

Pois bem, me desfiz no escuro, e virei um mar de lágrimas ... pacífico. Mas ai você me ligou, e eu pude então ouvir sua voz, lá ... do outro lado. E meu peito sentiu a paz mais uma vez. Porque, nós somos extremos. É muita paz, ou muito ódio, rs. Sabe, depois que desligamos, tive que abraçar meu travesseiro, assim, bem forte. Pois você fez falta.

Peguei no sono, dormi tranquila, até que os fanstasmas apareceram outra vez. Me coloquei em movimento. Perdi-me.
No sonho, (ou seria pesadelo?!) corria de tudo. Sentido, sem sentido algum. Ora para esquerda, ora para direita, ora para os dois lados. Cheguei a rezar. Pedi, supliquei por direção.
De repente, eu dirigia um carro ... mas enquanto subia a rua, estava em prantos. Era só tristeza. A dor tornava-se física. Me doía ... a alma. As juntas, a cabeça, o peito. Um aperto.

Quando acordei, minha respiração que nunca foi das melhores, parecia ter piorado. Me faltou ar, me faltou fôlego. Faltou tudo. Só a angústia me transborda. E as palavras, os escritos, tingindo o vazio de preto, traçando com clareza novos planos, vão dando forma delicada aos meus medos, desejos, certezas e afins.

Eu te amo ... mas hoje dói muito mais.

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