16.7.08

.sobre o passado, amor e um café da manhã num domingo. (1)

Sigo ensaiando uma certa distância de mim mesma. Penso que todos nós temos motivos para atos impensados. Como por exemplo, ao ver um amor do passado, não resistir e dizer: 'é uma pena, porque eu te amei tanto'. Eu, do alto de uma sinceridade tão devastante, de não procurar respostas no rosto do outro, de simplesmente partir e me perder por ai, não por causa de ninguém, mas por minha causa, me toquei que de certa forma, entre os vagões daquele trem e o balançar do ônibus, após racionalizar os meus sentimentos e me sentir confusa e cansada, ficou a impressão de que o meu 'não amar ninguém' é uma defesa fodida. Concha fechada, sem barulho do mar. Lendo as cartas do Caio Fernando Abreu no domingo, logo que cheguei em casa, me peguei com umas frases grudadas a memória, e quis chorar: 'Por tudo que se perdeu'. - 'Eu não quero ter vegonha de nada que sou capaz de sentir'. – nas cartas dele.

Aqui, dentro de mim, ficou guardado.

Um comentário:

disse...

M e u D e u s d o c é u!!!!!

[Eu li essa carta do Caio Fernando Abreu ontem à noite!]

8-O



cada vez mais a vida nos coloca no mesmo círculo... e cada vez mais o diâmetro se fecha.