19.7.08

.sobre o passado, amor e um café da manhã num domingo. (2)

Eu estava tão bonita, naquele limite de quem eu sou, no limite dos traços que vão envelhecendo aos poucos, naturalmente. Eu estava de bem comigo mesma. Vestida no meu estilo calça jeans e camiseta branca, com os cabelos pretos, soltos, deixando que o vento tocasse-o. Eu estava tão bem, que tive de ignorar suas ligações, seus recados, suas mensagens e dizer que não, não me importo com nada, muito menos com seus problemas. Infelizmente não cabe mais a mim tentar achar uma resposta pra eles, por isso que chamam 'seus problemas' e não 'nossos', nem 'meus'. Eu não me importo. (eu me importo)
Foi aí que fiquei esperando por uma certa tristeza, que não veio. Só em alguns momentos raros. Afinal da nossa história sempre restará coisas lindas. Pensei: 'o grande amor da minha vida, não me dói mais'. Ai, que estranho. Essa coisa de se encontrar e desencontrar, é tão urbano, como diria o Caio. E eu mudei tanto. Mudo constantemente e isso até irrita. Mas sinto-me tão mais interessante. Tão mais ... mais. Acho que aprendi a domar a minha solidão. Aprendi certas coisas, que por anos pensei que não houvesse um aprendizado.
Hoje de manhã, quando abri meus olhos e olhei para o relógio, percebi que já passava da hora de fazer as pazes comigo de novo. É sempre assim, a gente briga, briga e no final sempre acaba se entendendo, porque a gente se ama, num amor desses sem explicação. Cansei de tentar me decifrar e nunca chegar a porra de conclusão nenhuma. Cansei das minhas neuras esdrúxulas e incoerentes. Cansei de sonhar acordada, embora ainda ache poético ser como sou. Cansei, mas não desisti e mesmo assim não trocaria minha mente perturbada por nenhuma sã. Vai entender.
Em agosto, se Deus quiser, inicia-se uma nova vida. Não daquelas bobas, sem propósito, sem angústias, porque pra mim essas coisas funcionam como um motor, que me levam numa corrida desenfreada em busca sempre de um porquê e mesmo que eu não ache resposta, sou apaixonada pela busca, talvez isso baste. É ela que motiva, condena, absolve e me faz ser como sou.
Mas será uma vida boa ... com passeios no final de semana e talvez com o abrir dos olhos ao meio-dia. Não será extraordinária, não será completa, mas ela seguirá seu ritmo normal.

Quando será que ficarei triste de novo?!
Eu que sou uma mulher 'blues'. Eu que nem sei me ser, que sou opostos.

Tão de bem comigo ... tão estranho.

Um comentário:

disse...

Talves minha querida doçura...
Você tenha entendido com todo o seu corpo e razão... aquilo que Existe.

;-)



[me ensina?]