13.11.08

.assoprando as velinhas (pra quê?).



Sempre ouvi dizer que dias antes do seu aniversário chegar, passa por nós o tal do 'inferno astral'. Detesto assumir que as pessoas as vezes tem razão. E comigo não havia de ser diferente. Sei lá se a Lua, as estrelas, as nuvens ou o céu têm alguma coisa haver com isso, porque na minha cabeça sempre existiu somente um inferno. E que esse fosse aqui mesmo, por onde pisamos. Nunca acreditei em infernos subterrâneos, com bichinhos vermelhos com tridentes pegando fogo. Até que inventaram mais esse, o inferno astral. 
Afinal, nunca é o bastante. 
Nunca é o bastante achar somente um culpado. Nunca é o bastante olhar o espelho. Nunca é o bastante admirar o reflexo. As pessoas se acostumam a somar-se umas as outras. 
As pessoas ... á merda todas elas. Mas que vá uma de cada vez. Sem essa de grupinhos. Sem essa de mãos dadas. Sem essa de falso moralismo. Sem essa de querer agradar. Sem essa ...

Eu sinto que já passou tanta coisa, sem mesmo nada ter passado. Olha ai, o tal passado tirando conclusões, deixando-me sem dormir. Meus conhecimentos são vagos, talvez seja isso que faça eu não me agarrar em nada. Eu realmente sinto que nada sei.
Eu sigo assim, caminhando entre tijolos, flutuantes em um rio. Que corre para lado algum, para qualquer lado, que faz com que a diferença soe, indiferença. Há algo querendo fugir. Há algo querendo encontrar um lado que as cores já também 
não me dizem. As coisas se fazem presentes em cada olhar estranho.

Sim. Tenho tudo.
Sim. Tenho nada.

Não tente entender as minhas razões.
Nem sequer, em momento algum, tentei tirar do peito frase qualquer que em seu mundo fizesse sentido.
' I’m senseless
. I like my sunglasses sometimes. '

Meus olhos turvos, deixam as lágrimas correrem, mais rápidas que minhas pernas; oxalá tivessem saído maiores, teriam chegado mais longe.

Quer saber?! Á merda o meu aniversário, o inferno astral e a essa crise ridícula pela qual eu estou passando. Ou quero passar. 
Á merda as palavras que engoli, com pressa. Sem apreço. E que hoje resultam em uma gastrite nervosa. Tudo não passa de um espaço aberto, do qual a gente não consegue sair. Não consegue calçar os sapatos e voar pra bem longe. Que vá a merda as fugas para os problemas. Mas seu pudesse escolher hoje, escolheria um cigarrinho natural. Esse seria o meu melhor presente, pro pior aniversário. 
Hoje a comemoração será na base de tapa. Um tapa forte e um abraço apertado das pessoas que eu amo, mas que sempre, sempre, sempre, sempre os faço sofrer. Porque eu não sou uma boa pessoa. E eu nunca quis ser. Eu nunca quis ser nada. Sempre quis ser eu mesma. E se hoje, mais um número é somado a minha carne, ao meu cérebro é porque eu sempre tentei continuar a mesma. E essa sou eu. Sem prazer.

Parabéns pra mim. 

Um beijo, um sorriso e um abraço morno á todos vocês.

Um comentário:

disse...

Você é mantenedora de brilhos nos olhos e de coloração de sonhos.


Você é.

E o que é, é.
Pare e veja.