8.9.09

.dos nossos dias.

Toda semana se inicia uma nova contagem, daquelas regressivas mesmo:
Domingo, segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado ... domingo.
O nosso domingo. O único dia que é nosso.

Aquele dia em que acordamos juntinhos, abraçados. Olho no olho.
Você me diz bom dia e fica se enrolando no cobertor comigo.
O sol entra pela janela, você me dá um beijo e me chama pra tomar café da manhã contigo. Manhã nada. Já é quase meio-dia. Mas a gente não liga. Você passa a manteiga no pão pra mim e prepara meu café. Sim, com pouco leite. Você já sabe.

Das nossas promessas de sábado para domingo, a que eu sempre me arrependo de não conseguir fazer é a de andar de bike contigo, lá no Ibirapuera. Mas você há de concordar, não é nem pelo acordar cedo ... mas a dificuldade de levantar daquela cama de solteiro, estando com você, chega a ser um absurdo. E a culpa não é totalmente minha, vai. Você tem lá suas porcentagens. Desligar o despertador quando ele toca é uma delas.

E ai acontece, ou melhor não acontece.

O cronograma no bloco de notas das exposições que queríamos ver é deixada pra trás, o cineminha depois do almoço, a cervejinha com os amigos, a minha volta pra casa. Tudo isso porque a gente não consegue se desgrudar no domingo (ou seria todos os dias?). Será que a culpa é dele afinal? Não sei, o que sei é que sempre fica tarde demais. Então eu volto a me deitar. Me dá aquela preguicinha matinal/'domingal'. E você senta naquela sua cadeira de frente pro computador e me mostra as novidades do mundo internético, depois lê o jornal. Todo ele. E eu peço o caderno feminino e todas as baboseiras que vem com ele.
E discutimos ideias. E eu adoro todas elas. E vamos ficando com preguiça, as horas vão passando e quando eu vejo metade do nosso (só nosso) domingo já tinha ido embora. Você queria ter ido as exposições e eu ao cinema. Você queria ter ido ao Ibirapuera e eu tomar sorvete. Fazer todas essas coisas sem pressa, exatamente como fazemos ao acordar. Mas nós sempre 'perdemos'.

Mas a beleza disso tudo (já que você me ensinou a enxergar beleza em todas as coisas) é que na tentativa de encontrar um caminho pra essas nossas 'perdas', nós chegamos ás estrelas mais altas e assim podemos andar pelas nuvens mais macias, que mais parecem os lençóis da nossa cama de solteiro.

Aaahh o domingo, aquele nosso (só nosso e junto) domingo.

3 comentários:

Leo disse...

:DDDDDDDD

Ahhhh a culpa é sua, sim. Eu sempre quero acordar cedo, mas aí você me abraça, com aquele abraço gostoso que só você tem, e fica difícil sair da cama. É bom do mesmo jeito e só aumenta a vontade de fazer as coisas junto com você ;D

E desculpa por fazer você acordar mais cedo do que o normal sempre...

Te amo pra caralho, meu amor!

Tatiana Pinheiro. disse...

aww, pelo visto nossos domingos são identicos! hahaha

=***

Renata Minami: disse...

Morri agora! Parecia eu descrevendo meus domingos! hehehe
A única diferença é que sou eu quem pede pra ir no Ibirapuera e ele sempre diz: Vamos! Por mim, fechou!
Daí a gente acorda e fica sem enrola no edredon, esquecendo da vida e dos compromissos!
Delícia ter tudo isso pra 'perder' todo o resto!

Bjs!