5.10.10

.amor.





tão bom saber que em alguns lugares e para algumas pessoas ele ainda permanece, dura, perdura ... existe.

1.10.10

As vezes dá um medo. Uma vontade de chorar.

29.9.10

.e daqueles machucados que precisamos mais que tudo que sarem.

a gente pede tempo e deixamos que ele cure.
a gente enxuga as lágrimas com as pontas dos dedos coloridos de amor.
a gente sorri ... pra ele sorrir de volta.
a gente fecha o olho e sonha.
a gente calça um chinelo ... bota um vestido florido e amarelo,
e sai pra rua, sambar.
a gente olha a lua e vai embora.

de noite a gente se deixa abraçar pela água do chuveiro,
pelo toque do pijana e pelo carinho do travesseiro.

a gente deixa que a noite chegue, acompanhada do que quiser.
a gente adormece e sonha ... e que sejam sonhos bons.
que sejam o mundo todo, de paz e alegria.

a dor vai diminuindo ... até o sol raiar novamente.
tem coisas que marcam pra sempre.



















as vezes um abraço só não resolve.

20.9.10

.crua.



Há sempre um lado que pesa e um outro lado que flutua. Tua pele é crua.
Dificilmente se arranca lembrança, lembrança, lembrança, lembrança ...
Por isso da primeira vez dói, por isso não se esqueça: dói.
E ter que acreditar num caso sério e na melancolia que dizia.
Mas naquela noite que eu chamei você fodia, fodia.
Mas naquela noite que eu chamei você fodia de noite e de dia.
Há sempre um lado que pesa e um outro lado que flutua. Tua pele é crua. É crua.
Dificilmente se arranca lembrança, lembrança, lembrança, lembrança ...
Por isso da primeira vez dói, por isso não se esqueça: dói.
E ter que acreditar num caso sério e na melancolia que dizia.
Mas naquela noite que eu chamei você fodia de noite e de dia.
Mas naquela noite que eu chamei você fodia, fodia.

by otto

23.8.10

.before sunset.




'ao contemplar minha vida, reconheço que, na realidade, nunca convivi com armas, violência, ou intriga política, ou desastre de helicóptero. mas, para mim, minha vida é plena de drama'.

12.8.10

.afirme seu papel no mundo.

No dia 14 de novembro de 2009, o pesquisador JP Cavalcanti foi o palestrante do TEDXSP, que para quem não conhece é basicamente um evento que reúne pessoas bacanas, inovadoras e interessantes para espalhar essas novas ideias e gerar ações que construam, talvez, um mundo melhor. Logo são pessoas que acreditam. Independentemente do que, mas que simplesmente acreditam em algo que inspire você e todos nós a querer mudar algo, em busca de melhorias pra todos.

JP que é pesquisador, começou sua palestra baseando-se na seguinte frase: “Há um certo momento na trajetória de toda e qualquer nação em que ela se considera escolhida, é neste momento que ela dá o melhor e o pior de si”.
E discorre sobre a escolha do Brasil como o 'eleito da vez', e como nós além de não termos a consciência dessa escolha, como ainda nos sentimos excluídos e incapacitados em assumirmos essa nova postura que nos foi dada.

Uma super palestra, que muito recomendo para ser refletida e compartilhada.
Afinal, como você saberá que sua vez chegou se nem ao menos você se dá a chance de sentir-se no direito de ser escolhido?



'A Nação que não possui um sonho, não é uma Nação.'

10.8.10






“For what it’s worth: it’s never too late or, in my case, too early to be whoever you want to be. There’s no time limit, stop whenever you want. You can change or stay the same, there are no rules to this thing. We can make the best or the worst of it. I hope you make the best of it. And I hope you see things that startle you. I hope you feel things you’ve never felt before. I hope you meet people with a different point of view. I hope you live a life you’re proud of. And if you find that you’re not, I hope you have the strength to start all over again.”


(via: .movieoftheday.)

27.7.10

.metade.

que a força do medo que tenho, não me impeça de ver o que anseio.

14.7.10

.queria.

Eu queria conseguir ficar uma semana inteirinha sem chorar. E se chorasse que fosse de felicidade. Nao aguento mais essa vida oscilante. Queria sorrir uma semana inteira, que nao fosse de piadas contadas por ai.

Queria brilhar, sem precisar estar entre as estrelas.

Um sorriso fácil, vindo da alegria de conseguir algo maior, porque mereço esse 'maior'.

É um queria com muita força e vontade de QUERO.

8.7.10

.esqueleto (L).



Ele chega semana que vem. Não é lindo o meu filho? *-*
Saiba mais como adotar um gatinho e dar a ele a oportunidade de ser feliz com muito amor e carinho:

' http://adoteumgatinho.uol.com.br/ '


Beijo.

28.6.10

.ham-sa.

eu não escrevo mais. sou só saudade.
saudade das palavras formando-se no que quisessem. no que desejassem.
como se tivessem vida própria. como se fugissem de mim num lampejo de dor ou numa corrida entre os sorrisos de canto, que estendem-se até os olhos brilhantes. saudade de sentir saudade em si e de ouvir além do coração. ando precisando de mim. dos meus beijos, meus abraços, do meu toque, do que sou e quero ser, por completa. e surtar por descobrir esse completo, e então correr sem direção para descobrir mais um pouco de tudo isso, e mais, e mais, e mais. e assim, ver no espelho, esse reflexo de gelatina.

15.6.10

.VAI BRASIL.




Saudade das bocozices desses quatros anos atrás.

9.6.10

.justamente.

Não tem muita diferença pra uma vida sempre vida sempre igual.
Todo dia muda alguma coisa eu sou a mesma pessoa de algumas horas atrás.
Todo sentimento vem e vai, todo pensamento se desfaz,
Quando a vida não tem e você não corre atrás.
O jornal me cala e o silêncio anula como o tempo que já ficou pra trás,um minuto a mais, agora tanto faz.

...

Preciso ir além dos dias
Preciso ir além ...

Me esforçar um pouco mais,
Me esforçar um pouco mais.

Preciso ir além dos dias
Preciso ir além ...

29.5.10

.Campanha do Agasalho para Caes e Gatos.

Olá pessoal, como estão?

Resolvi fazer algo, finalmente ... algo em que eu acreditasse, em que eu me apaixonasse, em que eu quisesse lutar de verdade, com unhas e dentes. E foi ai que eu descobri a Ong 'Adote um Gatinho', que consiste basicamente nisso, nos gatinhos abandonados e mal tratados. E olha, tenho que lhe dizer, tem muitos! Voces nem imaginam o quanto. E voces nao devem imaginar tambem o estado em que eles sao encontrados e resgatados, eh de chorar. De doer o coraçao, mesmo. E sao nesses momentos que eu me pergunto o porque, ou como podem existir pessoas assim no mundo? Ate hoje nao consegui a resposta e nem acredito tanto assim que um dia eu a conseguirei, mas sei da realidade e a realidade é essa, bem crua e nua na nossa cara: essas pessoas infelizmente existem! E enquanto elas existirem, estaremos aqui, tentando, batalhando e indo pra cima para enfrentarmos todas, uma a uma, ou todas juntas, porque eu acredito que é so assim que conseguiremos.

Bom e ai que de tanto olhar, pesquisar e ver o site, acabei descobrindo essa Campanha bacanuda pra caramba. Afinal de contas, infelizmente os bichinhos tambem sofrem muito com a chegada do frio. Muitos inclusive, morrem. Sao aqueles gatinhos e cachorrinhos que moram nas ruas e que nao tem a felicidade de ter um lar quentinho e aconchegante. E foi isso que me fez começar a ter vontade novamente de agarrar certas coisas com unhas e dentes. E nada melhor do que usar todos os meios de comunicaçao possiveis e imaginaveis para divulgar, ne?

Foi ai que eu resolvi enviar um email para todos meus amigos pedindo que eles divulgassem tambem e que se possivel tentassem arrecadar cobertores velhinhos, toalhas, paninhos para doarmos para os abrigos, que eles dos postos se encarregam de fazer a distribuiçao. Ou ate, pros que estao muito sem tempo que me mandassem um email que eu mesma me encarregaria de buscar as doaçoes e fazer a entrega. Porque eu simplesmente acho que nao custa nada, sabe? Nao custa ajudarmos os que precisam. O metro mesmo, esta arrecadando cobertores, casacos, blusas para a Campanha do Agasalho. Entao porque nao fazer algo tambem, ne?

Eu queria entao, que se fosse possivel que voces fizessem isso tambem, doassem aqueles cobertores velhos, que ficam nas gavetas pegando po, ou que divulgassem a Campanha, sendo por email, twitter, blog, orkut, facebook, boca a boca, ou qualquer outra coisa. Tem ate esse banner aqui, oh:



Acredito que seja isso. Muitissimo obrigada pessoal. :)
Que os bichinhos consigam um acalento maior que só a nossa boa vontade.
Vamos deixa-los todos quentinhos!

Um beijao,

Mila.


Mais informaçoes sobre a campanha:
http://adoteumgatinho.uol.com.br/campanhadoagasalho

Mais informaçoes sobre a Ong e adoçoao:
http://adoteumgatinho.uol.com.br

23.5.10

.alguem.

as vezes a gente ta muito cansado e so quer uma massagem nos pes. ou ser mimada enquanto estamos com dor. ou mesmo alguem que liga so pra dar boa noite. quem sabe entao alguem para nos acompanhar, mesmo que o ambiente nao seja muito agradavel. alguem corajoso ao ponto de estar bravo e mesmo assim, nao ir embora, e em seguida ir ate a padaria comprar paes quentinhos acompanhados de cafe com leite ...

ou enxugar as lagrimas com outros dedos que nao sejam os seus. receber cafune enquanto ve tv. fazer carinho nas maos, dar beijinho no cangote enquanto assistem um filme, bem abracadinhos, inclusive. sorrir pelo simples fato de ver esse alguem especial parado na porta do seu trabalho com um presente especial ...

se importar com quem se ama, é natural.

coisas que um alguem, sempre faz pra um outrem, quando o coracao bate mais forte que o normal. que seja assim, enquanto dure, enquanto viva, enquanto é ... feliz.

17.5.10

.as vezes não cabe.

em plena sexta-feira, pré virada cultural acordei assim, doente. doente de doer, de verdade. entre corpo, alma e pensamento.
não é dor de crise existencial (mais uma? diriam eles), é dor de crise, de tudo, do nada. do ser, do eu, do meu. dor que prende, rasga e esfarela meu estômago. dor minha. e que óbvio, ninguém entende. ela vem mansinha, quase como um carinho e de repente, como quem não quer nada arranca algo de mim. arranca mais que lágrima, mais que vômito ... arranca sem perguntar se pode. se eu quero. vai, assim ... simples, como tomar sorteve num dia de sol. enquanto a lágrima cai e o coração pulsa firme, o cérebro palpita pedindo certas e objetivas explicações, pra tudo. o corpo pede rapidez, remédios, soro na veia. a alma pede band-aids, por toda ela.

ai vidinha que não caminha. ê temperamentozinho que não muda. nem vou falar do mimo, que esse quase nunca vem. e eu aqui, esperando ... esperando. caralho, como cansa isso. é muito mais fácil enfiar o dedo na cara do que fazer massagem nos pés. e assim vou me sentindo mais vazia e de saco cheio, ou melhor, estômago cheio, coração cheio ... cheio de nada. cheio de merda. é isso ... é muito merda. e não é da merda que você tá pensando, essa não é física e existente, quem dera ... seria mais fácil me livrar dela. tô pesada demais, e não são os quilos a mais, porque dois eu perdi só nesse final de semana de porra nenhuma. porque ao menos se eu estivesse doente e pudesse comer, mas nem isso cara. nem uma coisinha boa rolou. e não me venha com depoimento de viver a vida, porque na boa? foda-se. meus problemas, são meu problemas ... e cada um com o seu, certo? não é assim que funciona? ninguém tá nem ai se você tá bem de verdade ou não ... as pessoas só sabem falar: ' aah, mas você reclama demais, viu o depoimento de ontem da novela?' - PORRA, como assim?!

é foda. é foda. é foda. ficar acordada pra mim tá sendo um sacrificio imenso. e não, não tô falando de morte. tô falando de ficar acordada mesmo, de ter que pegar metrô com pessoas que só sabem falar sobre o programa do gugu. de ter que entrar nessa merda de internet e nessas drogas de midias sociais que só fazem a gente fugir do que a gente é. e as pessoas vem me falar de informação? foda-se. informação é o caralho. ninguém nem lê as coisas que eu escrevo aqui. ninguém abre os links que posto no twitter. ninguém vê o que compartilho no reader. orkut então? rá. a galera faz joguinho de onde vc larga a sua bolsa, pros homens ficarem encucados, sabe? puta merda, cara. isso existe mesmo? isso tá acontecendo? ninguém vai nem perder o tempo de ler essa bosta aqui, sabe porque? por que 140 caracteres é o novo pretinho básico. ng quer perder tempo de sentir palavras, as pessoas só querem simplesmente ler e esquecer daqui 3 minutos.

então eu dou uma pausa, nesse trabalho confuso em que você vê/sente mentira a cada meia hora e que obviamente ninguém se importa com ninguém, a não ser com seus próprios umbiguinhos, e me tranco no banheiro, fecho meus olhos e me vejo aqui nesse mesmíssimo lugar, parada, sentada, com olheiras gigantes e escuras, me vejo, como um espelho turvo de olhos fechados e só. não saio do lugar que habito, cruzo as pernas, sentada na privada, trancada no banheiro. a minha vontade na verdade é deitar em posição fetal e rezar, rezar e tentra voltar pro lugar de onde eu nunca deveria ter saído. encarar esse mundo é foda. é difícil pra caralho e hoje eu só consigo pensar em como, COMO as pessoas tem coragem de botar um filho nesse mundo. pqp! a gente tem que mudar, a gente em que amadurecer, a gente tem que crescer, a gente tem que melhorar, temos que evoluir, temos que ter um padrão, ser alguém, estudar, trabalhar, fazer coisas que não gostamos, que não nos deixa feliz, a gente não pode ser a gente. as pessoas não se ajudam, não acalentam, não escutam, não tão nem aí. e ai de você se estiver. só toma no cú. e nessas lições eu vou aprendendo o que sempre aprendi mas nunca dei ouvidos que é: não espere NADA dos outros, porque será uma espera enorme. vai lá, faz, dá a cara bater e se foda. porque é assim que é.

devaneios, respiração, devaneios, respiração ... e no meio de tudo isso, ainda percebo que nem me divertindo eu estou.
ok ... eu penso, acorde:

abro os olhos e continuo aqui ... fecho os olhos e a imagem desse banheiro branco não sai da minha cabeça. chega um sms e eu dô de ombros. não quero responder emails monótonos, chatos e sem nenhuma graça. não quero compartilhar nada. não quero atender telefonemas. não quero, não posso, não consigo, não consigo, não consigo.
Não consigo nem responder por esse coração que continua batendo forte de amor, de carinho, de vontades, de desejos, de querer ser feliz. Esse coração que só leva tombo e que de tão cheio, sabe que não cabe em lugar nenhum que não seja nele mesmo.

6.5.10

.eu nunca na vida, vou te abandonar, meu corinthians.

Essa eu dedico ao meu pai (que deve ter quase enfartado ontem) e ao meu avô (que tá lá no céu puto da vida):

Bom acho que não preciso explicar pra ninguém o quanto eu sou apaixonada pelo Corinthians.
Nem aqui, nem por lá, nem por ninguém e pra ninguém eu preciso explicar tudo o que sinto.
Talvez ninguém entenda mesmo. Ou melhor, só me entenderá, quem bate no peito e se orgulha desse amor.
Eu não vou fingir que nada aconteceu. Não vou ficar quietinha, como alguns outros torcedores fazem quando perdem algo. Não vou deixar de beijar aquele brasão que toda vez que eu olho, me lembra uma vida de coisas boas e ruins.
O Corinthians pra mim, é como qualquer outra paixão que tenho na vida. Porque é mais que futebol, é mais que qualquer campeonato, é mais que qualquer taça, é um motivo pra me sentir envolvida com uma nação gigantesca de gente que sente o mesmo que eu. Que sente o coração bater mais forte a cada gol feito ou perdido. Ele me faz lembrar do meu avô, com quem aprendi a ter essa paixão pelas coisas, a lutar e se honrar de torcer realmente por algo, com todas as forças. Como aprendi com meu pai, que ganhar e perder faz parte da vida e que não é porque a gente perde algo que a gente desiste dele. Ou como também não fazer disso um ultimato das coisas, da luta.
Esse texto não é um choro, nem uma cabeça baixa, é sim, mais uma demonstração do quanto eu amo esse meu time. Que sim, me ensina tanta coisa. Inclusive, como lidar com perdas. Nenhum corinthiano está feliz de deixar passar mais essa chance, afinal todos nós queríamos tentar mais essa vez. Mas não é uma obrigação, é uma vontade. E é isso que me faz sentir orgulho do meu time, que não abandona, nem abaixa a cabeça pra nada e que sim, empurra o time até onde ele conseguir. É isso que faz da gente, ser diferente de todos os outros times, não é a falta da taça da Libertadores, fisicamente pode até ser, mas é a honra de se tentar sempre e não desistir nunca. É estar ali, juntado mãos com mãos que se transformam em um e que não desejam nunca de não ser outra coisa que não seja ser corinthiano.

Eu poderia ficar aqui, falando horas desse amor que aperta e liberta. Mas como eu disse, ninguém entenderia ...
Então eu deixo aqui as melhores palavras que poderia após o ontem:

Texto retirado daqui: .eneaotil.


E DAÍ?

Acabou. E acabou cedo, mais uma vez. Acabou precoce. E DAÍ? Existem coisas que deveriam continuar e acabam e existem coisas que deveriam acabar e continuam. No futebol é assim. Na vida é assim.

O que ficam são lições. Lições que teimam em nos ensinar, mesmo sem querer, todos os dias. E nós, torcedores limítrofes, fingimos não entender o que dizem nossos professores. Professores, não mestres. Estão muito longe de serem mestres.

Mas com o fim da Libertadores, acabaram-se as desculpas também. Nada agora é prioridade, a não ser entender essas lições. Quando nos falaram, no meio do ano passado, que o Campeonato Brasileiro não era prioridade, mas que a Libertadores era, a gente já deveria ter aprendido. Quando nos disseram que tínhamos um planejamento, a gente já deveria ter aprendido. Quando nos disseram que fulano era ídolo e que deveríamos apostar tudo nele, a gente já deveria ter aprendido. Quando nos disseram que ciclano viria, trazendo com ele todo o dinheiro do mundo, a gente já deveria ter aprendido. Quando nos prometeram mundos e fundos e depois trocaram o discurso, a gente já deveria ter aprendido. Quando nos ofereceram business ao invés de bola, a gente já deveria ter aprendido. Quando nos anunciaram que o ingresso triplicaria, quadruplicaria para pagar todo este circo, a gente já deveria ter aprendido. E negado. E rechaçado. E lembrado de toda a nossa história.

São cem anos de lições. E, muito provavelmente, não levantaremos nenhum caneco para coroar isso. Mas nunca precisamos. Nunca. Não nestes cem anos. Não existe nenhum ouro, prata ou bronze que brilhe mais do que a nossa história. Nem taça tão grande que nos seja digna de trocarmos o que os cinco operários do Bom Retiro começaram lá atrás, em 1910.

Quiseram dizer para a gente que Libertadores e Centenário eram sinônimos. Teve quem confundisse, mas nesta hora já deve ter percebido o equívoco. O Corinthians é maior do que a Libertadores. Muito maior. E maior do que qualquer campeonato, já conquistado ou não. Maior do que os seus 26 campeonatos paulistas somados, inclusive o de 1977. Maior do que os seus quatro campeonatos brasileiros, incluindo o de 1990. Maior do que o seu Mundial. Maior do que seu tricampeonato da Copa do Brasil. Maior do que todos os campeonatos que estão por vir. Porque eles só são parte de uma história.

Uma história de ditadura e democracia. De fila e de conquistas. De torcida grande e de torcida gigante. De patrões e operários. De sanguessugas e de gente que dá o sangue. De desgraça e de alegria. De gol de placa e de pisada na bola. De altos e baixos. De dinheiro e de dureza. De preto e de branco.

História feita por Joaquim Ambrósio, Carlos da Silva, Rafael Perrone, Antônio Pereira e Anselmo Correia. Por Rebolo, Sócrates, Joca, Edmar, Zinho, Tuquinha, Pulguinha, Leonor, Rafael, Madalena, Arethuza, Kazuo, Edson, Turco, Paulo, Zé, Thiago, Neco, Neto, Juliana, Thiago, Mariane, Maria, Bruna, Thaís, Wladimir, Donato, Basílio, Baltazar, Mineiro, Ado, Tobias, Rodrigo, Justino, Edvaldo, Gleison, Flávia, Kayan, Yvan, Inaté, Anderson, Augusto, Diego, Fabrício, Mário, Tico, Luciano, Claudinei, Roneibo, Douglas, Pantcho, André, Thaís, Débora, Eduardo, Tonhão, Monga, Ninja, Olivetto, Domingos, Juca, Daniel, Danilo, Marcelo, Geléia, Paracatá, Batata, Denílson, Roberto, Márcio, Waleska, Tatiana, Tamara, Keisy, Fábio, Silvio, Aline, Dentinho, Christian, Ronaldo Giovanelli, Baltazar, Geraldão, Vinicius, Paula, Priscila, Camila, Sarah, David, Alexandre, Bruno, Tupãzinho, Karol, Luzia, Marcela, Marcelo, Fátima, Elaine, Geni, Elisa, Dirce, Flávio, Júlio. Por outras 30 milhões de pessoas. História de uma nação.

Eu espero que dessa vez a gente tenha aprendido algumas lições. A primeira delas é a da grandeza do Corinthians. Nós somos gigantes. A outra é de que a Libertadores não é o Centenário. E a de que a conquista da Libertadores só terá toda essa importância quando couber na nossa história. Quando for digna de fazer parte de todas as nossas outras conquistas. Quando for suada, na raça, com gente honrando a nossa camisa PRETA e BRANCA. Com dinheiro suado, apertado, mas justo. Sem que a gente precise sacrificar metade do nosso orçamento familiar para fazer parte da festa. Sem que a gente precise soltar fogos de artifício aos borbotões no primeiro jogo como se fosse o último. Quando a gente parar de tratá-la como obrigação, como se fosse a última coisa que a gente tem para fazer nesta vida. A nossa obrigação é outra. É honrar a nossa ideologia. O nosso hino, o nosso emblema, a nossa tradição. Os nossos fundadores. Os nossos ídolos. Os verdadeiros, não os falsos. A nossa torcida.

Quando a gente disser não para esta história de futebol moderno. Porque se tudo o que a gente viu for a tendência do futebol moderno, então eu espero que o Corinthians pare no tempo. Que se enraíze nos seus 100 anos e fique. Que a gente ignore solenemente o exemplo do tal primeiro mundo, que a gente não tente transformar o nosso futebol no modelo europeu. Antes que o nosso ingresso seja cobrado em euros e a gente continue recebendo o nosso salário em reais. Antes que o futebol seja território somente de patrões, empresários e executivos pernas de pau e a gente ignore nosso povo também motoboy, pedreiro, operário, servente, manicure, faxineiro, empregado, trabalhador. Antes que o futebol seja feito para europeus enquanto a gente continue aqui, brasileiríssimos.

4.5.10

.o que é o amor pra você hoje?.

Pra quem lê o blog/site/moleskine/palavras de amor virtual: .don't touch my moleskine. sabe o que o título quer dizer. São em sua maioria vídeos que a Dani Arrais faz com pessoas e pergunta exatamente isso: 'O que é o amor pra você hoje?'. Eu vi todos, praticamente num dia só. Esqueci complemente que era dia, tarde e noite. Encantada com as palavras que eu ouvia por lá.
É engraçado como praticamente em nenhum vídeo as pessoas conseguiam denifir o amor no hoje. Talvez seja porque ele é simplesmente grande demais pra caber num hoje. rs Mas mesmo assim emociona. A minha vontade foi gravar um vídeo e mandar pra Dani, mas ai talvez perdesse todo a surpresa de se não pensar na resposta. Essa é o bacana da pergunta, e convenhamos, o amor não foi feito pra pensar demais ... foi feito simplesmente pra se amar, né? Bem assim, clichezão. rs

Esses dias eu mandei um SMS pr'uma amiga querida dizendo: 'Eu acho triste essa descrença que algumas pessoas sentem pelo amor.' É ótimo poder mandar essas mensagens independente da hora pra essa minha amiga, porque eu sei que ela é uma das poucas pessoas que me compreendem de verdade. Que suspira junto, sabe? Até o silêncio dela me ajuda a divagar sobre os assuntos diversos que sempre conversamos. Mas voltando, essa descrença toda me entristece. Entendo que acontece, afinal quem nunca se magoou, se machucou em relação ao amor. O amor é doloroso também, mas não é o que dizem por ai? Que o amor e a dor além de rimarem, andam juntos? Eu mesma tenho algumas histórias dessas pra contar e não somente de minha autoria, mas apesar disso não lembro em nenhum momento deixar de tentar. Amar, é assumir riscos.

Uns dias antes eu estava conversando com meu namorado sobre o que eu achava do amor. Ele é ótimo para se conversar sobre, porque apesar dele não divagar como minha amiga, ele ouve com atenção todas as palavras, as frases construídas e se não tem opnião formada simplesmente abre um largo sorriso e passa seus dedos entre meus cabelos. E ali eu sinto que ele me entendeu.
Comentei com ele sobre as coisas que ouço por ai, ou como me sinto quando ouço essas conversas paralelas e 'desacreditadas'. Perguntei á ele se ele me achava muito clichê, muito sonhadora sobre esse assunto, porque quando eu converso com as pessoas sinto que eu pareço uma criança ingênua, sabe? Como se as palavras que eu disse naquele momento não valessem muito, pois eu 'ainda não sei de nada', sou muito nova, ou que 'as coisas não são bem assim'. Pra mim elas são, porque eu quero acreditar que seja. Do que vale tudo isso se não tentarmos ou não acreditarmos, não é? E ele disse que não, que amar é isso mesmo, tentar, acreditar. Aí ele deu o famoso sorriso, passou os dedos entre meus cabelos e me deu um beijo. Ele me acalma.

Eu não penso assim porque como eu disse em outros posts, estou completamente apaixonada, amada e desejada, ou porque sinto um amor leve, um amor que ferve, um amor delícia, penso assim porque é o que eu acho que o amor deve ser: tudo.
Quando a gente ama, independentemente do que, a gente quer planejar, realizar. A gente quer construir um futuro em comum. É mais do que um compartilhar fotos no álbum do orkut, entende? Pelo menos pra mim, e se não for pra você, lindo. Que assim seja. Fico feliz em saber que você se satisfaz com isso, mesmo. O importante é ser feliz. rs
Porque pra se amar e ser amante não precisa ter feito nada fora do comum, nada de merecedor, além do peito aberto. É simplesmente amar sem fim e sem motivo. É querer pra sempre. E o pra sempre pra mim não assusta, não mais. O 'pra sempre' de vez em quando vai aparecer, pra ser o infinito e mais uma ou duas horas. O amor vai existir, pra sempre, seja na construção ou desconstrução das coisas, da vida, do tempo.
E o tentar-se as vezes dói, mas cicatriza depois.
É foder e ser fodido de amor. Na conotação boa e ruim da coisa.
Amor é acreditar. É querer o bem.
É deixar o sol entrar pela fresta da janela, sem se incomodar se é pôr-do-sol ou não.
É passar manteiga no pão com miolo do jeito que seu companheiro (a) gosta.
É esparramar-se no sofá branco da sala, sem fazer nada.
É dançar no meio da rua, como se ninguém estivesse olhando.
É descobrir a diferença entre o cheiro da pele e do perfume.
É beijar e trepar a noite inteira ...
É transformar 5 minutos em 1 hora.

Amor é amar-se depois e depois e depois e novamente, assim, como nunca.

E você, o que me diz?!

29.4.10

'Amor são duas solidões protegendo-se uma à outra.'

Rainer Maria Rilke

27.4.10

.dos passeios por blogs alheios (4).

Traduzido em palavras exatamente o que sinto entre corpo/alma/coração:

Texto retirado daqui: http://euemeueu.wordpress.com/

Perdi as contas de quantas vezes desejei voltar atrás e refazer meus passos; quantas vezes, no final de tudo, teria sido mais sensato não ter me apaixonado por uma das minhas paixões; quão mais feliz eu teria sido se tivesse dado valor a quem me amava…

Relacionamento desastroso após relacionamento desastroso, me apeguei no passado que nunca existiu (mas que deveria ter existido, de acordo com minha mente pertubada), fiz comparações, fiz burradas na incessante busca de entender porque amei quem amei, porque amei quem não me amou e, principalmente, porque não amei quem teria sido mais fácil e doce ter amado…

E desde quando o que julgamos amor é de fato um? Desde quando a paixão, camuflada do sentimento cantado pelos poetas, nos traz a razão? Pois é…

Certa vez, escutei uma frase do Thiago Lacerda, em uma entrevista: “amor da minha vida é aquele que estou vivendo no momento. Só vou saber se foi mesmo para a vida toda, quando acabar”. Fez e faz sentido, apesar de minha opinião sobre isso não ser exata, nem conclusa…

Comecei a “amar” muito cedo (bem no estilo desse vídeo): foi o professor da escola na infância, o casinho da pré-adolescência, meu primeiro namorado, tive minha paixão doentia e necessitada durante a adolescência, meu amor platônico depois disso, o namorado canalha, o namorado que foi da adolescência até a vida adulta, um namoro relâmpago, o namorado que me deu uma filha… e no meio disso – antes, durante e depois – diversas paixonites, diversas decepções…

“Começo uma nova história e aviso/ Não vai ter lugar prá você onde sobra juízo/ Todo amor que eu amei no fundo eu dediquei/ A mim e a mais ninguém.”

E eu comecei… uma história difícil, complicada no começo, mas que hoje me liberou de todos esses pensamentos, de todas essas comparações, de todas paranóias e, principalmente, libertou meu pensamento de acreditar nas pessoas que diziam que eu não sabia nada sobre relacionamento…

“Todo canto e pranto meu e tudo que sou eu/ Por certo vai vingar/ Então você vai entender que o quanto que eu quis sofrer/ Valeu pelo tentar.”

Precisei passar tudo que passei, amar tudo que amei e sofrer tudo que sofri, para assim, só assim, saber reconhecer o homem que É o amor da minha vida! Não porque ele está comigo hoje (ou porque acredito que vai estar por muito tempo), mas por ele me amar como, e apesar do que, eu sou; por amá-lo; por ter um relacionamento sadio; por nos entendermos, por ter emoção e razão na medida certa; por nos aceitarmos… e por tudo que queria ter vivido e sentido antes… e SINTO e VIVO no HOJE!

Assim pude entender que minha história e meus motivos são meus e somente meus. Não preciso mais explicar, tentar entender, analisar ou querer que fosse diferente. Mesmo que me questionem, mesmo que alguém do passado possa tentar remexer alguma história ou levantar alguma fofoca por pura maldade…

Afinal, “todo amor que eu amei no fundo eu dediquei a mim e mais ninguém”.

23.4.10

.das coisas que eu queria.

'Você está bem?!' - Sabe, as vezes eu não entendo o porque das pessoas fazerem sempre essa pergunta, logo depois de um cumprimento.É sério mesmo que apenas um: 'estou bem' lhe satifaz?! Se sua resposta é sim, me desculpe, mas talvez esteja na hora de você rever seus conceitos, inclusive sobre essa pergunta, ou o que ela realmente significa. Quero dizer, vamos lá, olhe nos meus olhos - eu não estou bem. Não vê?! Você sabe que eu não estou lá essas coisas ... e quando você me pergunta se eu estou bem, só me faz lembrar do quanto mal eu estou. Eu queria que existissem mais pessoas que soubessem o que uma pequena pergunta realmente significa. Queria que enxergassem um pouco mais do que um apenas 'você está bem'.

Vamos lá, ao invés de perguntas, façamos afimações:

'Você está bem. Vai ficar tudo bem.'

Aos meus olhos e vontades, isso significa muito mais pra mim.
Todos nós precisamos olhar um pouco mais profundamente.

Afinal ... ninguém está sempre, assim, tão bem.
Mas existe lá no fundo uma constatação (ou seria esperança?) de que tudo ficará bem, no final.

13.4.10

.happy kiss day.

"beije-me as coxas
pálpebras, dedos, lóbulos
os dois
beije-me os seios
um e outro, que são ciumentos
ambos
beije-me os lábios
superior e inferior
os grandes e pequenos
todos".

Marta Medeiros

26.3.10

.fez o que achou melhor: transformou em experiência.

Foi num domingo, ela se lembra bem. O coração parou de bater, não completamente, mas naquele ritmo lento, daqueles que fazem a gente abaixar a cabeça de tristeza. Não uma tristeza de choro desesperado, mas um choro de perda em que o coração dói em pontadas agudas. Seus olhos enchergavam escuridão.

Completava naquele domingo dezenove anos, mas sentia-se com um peso de 40. Arrumou-se toda para receber seus melhores amigos, seus melhores amores, seus melhores ... e recebeu-os, com aquele sorriso que só ela sabia dar, com aqueles abraços apertados de que se joga o corpo em alguém sem pensar muito. Eles chegaram com presentes nas mãos e sorrisos largos. Com almoço na mesa. Era dia de lasanha, também pudera ... domingo, não há nada melhor.

Depois foram pro quarto, os três ... quase um ménage. Quase uma competição. Quase um abuso. Quase algo que nunca entendia bem o que aquilo significava, e era exatamente disso que tinha mais medo. Fingiu estar bem. Fingiu estar feliz. Fingiu ser simples e menos complexa ou confusa do que o normal. Fingiu, como quase sempre fazia por eles. Preste atenção: por eles, não pra eles. Queria ser feliz, queria sorrir de verdade, mas não sabia como diante daqueles dois. Simplesmente não sabia. Só queria agradar. Só queria ser ela. Só queria tê-los por perto, mesmo que os dois não dessem muita atenção pra aquele coração vermelho que batia acelerado.

Era quase sempre assim. Ok, achava que exagerava ... antes as coisas eram diferentes. Mas eram diferentes quando não eram três. Quando eram dois, eram lindos, felizes. E quando três, sentia estranheza. Era como se olhasse pros lados e sentisse somente ela mesma. Como naqueles filmes, onde todos falam, correm, tropeçam e você encherga somente você mesma. Sem som, sem palavras, mas a verdade ali estampada bem na sua frente. Quase como um espelho.

Queria que eles não tivessem aparecido juntos. Tinha reservado pra cada um, um tempo. Um abraço. Um beijo. Uma palavra. Um sentimento. Eram tão diferentes um do outro. Tão diferentes aos olhos dela. Queria gritar e dizer: Não percebem que não são um só. Não percebem que estou aqui, querendo o que cada um é? Em sua linda imperfeição?

Mas continuavam sendo três, que mais pareciam dois. Era estranho. Era dolorido. E não conseguia decifrar aquilo tudo que sentia. De um lado um amor-amizade de mulher e homem e do outro uma amizade-amor de mulher e mulher. E ela só queria amar.

E doía ... dóia muito. Porque sabia que naquele domingo chuvoso de novembro, a saudade explodiria e nada mais seria o mesmo. Fugiria daquilo. Daquelas sensações inexplicáveis e confusas. Não era saudável. O Amor quase nunca é. Pelo menos não era aquilo que brotava dos poros. E também nunca aprendera isso. Essa coisa de amor leve, saudável talvez não fosse com ela. Talvez a escolhessem justamente por não conhecer isso.

Ela sentia dentro do peito. Sentia dentro das coxas. Sentia dentro dos lábios que a saudade explodiria dentro dela. Uma saudade que não seria única, mas um saudade em si, de cada um daqueles dois que se encontravam ali naquele quarto minúsculo. Mas preferia sentir saudade de dois, separadamente, do que de três juntos sem saber na verdade o que são.
Ela precisava de verdades escrachadas. Estava cansada de mentiras sinceras, como naquela música clichê em que todos cantavam com o pulmão inflado, mas sem saber nem um terço do que aquilo significava. Grande bosta!

Cansados os três daquela farsa, os dois resolveram ir embora, juntos, como chegaram. E então sobrariaapenas um, ela. Uma conta de matemática nada dificil, mas que pra ela parecia uma equação complicada. E aquele quarto minúsculo, ao invés de voltar a ser grande, resolveu encolher-se. E saudade, o peito só ... começaram a engolí-la.
O amor, o sonho, as vontades, os sentidos, as palavras, as cartas, os depoimentos, os abraços, os beijos, as danças, tudo ... foi virando saudade entre aquelas quatro paredes brancas.

Virou lágrima, virou dor, virou tristeza, virou um tempo que foi embora. Virou um tempo, uma carta, um texto ... virou isso que já não é mais. Virou um silêncio, que sem querer as vezes grita, de uma saudade das coisas boas pelo qual ela passou. Por vontade dela. Virou um sentimento que não é mais sentido e que se fosse, não saberia como. Viraram lembranças de um passado, que entre três, houveram momentos bons, que á dois, momentos melhor ainda e que á um, muito, mais muito mais felizes.

Ela aprendeu a ser só. Aprendeu que a solidão não mata. E aceitou isso. Aceitou o aprendizado. E por isso, ela agradece aos dois, pelo passado do três, que depois de um tempo, virou um.

Virou o que a saudade é, não congela, não morre ... só dorme.
E nesse caso dorme há muito, muito tempo. Sem previsão pra acordar.

18.3.10

.não solta a minha mão.




Nem quando a gente dormir.
E caso solte, eu lhe entenderei, as vezes dói, mas eu faço massagem depois.

16.3.10

.apaguei.

perdi a vontade de procurar, ler e salvar coisas de casamento.
não que fosse realmente casar ...
mas foi algo tão 'perdeu a graça', sabe?
apaguei os readers ligados a isso.
deletei as fotos.
e fingi deixar pra lá. fingi estar feliz.

e meio que tudo ficou tão ... 'tão', entendem?

é ... aconteceu.

5.3.10

bad, bad server. no donuts for you.

22.2.10

.obrigada.

Muito, muitíssimo obrigada Deus!

:)

19.2.10

.pensamento positivo.

Eu sei que tudo vai dar certo! Eu sei! Eu acredito! Eu tenho fé! E Deus está conosco, sempre. Eu sei ...
Mas dá um medo. Um medo enorme. E se eu não sentisse isso, seria mentira. Sim, seria.
E eu não perdôo mentir pra mim mesma. Ô Deus ... dai-me forças.
Faça com que eu permaneça forte. Faça com que minha respiração fique calma por esses dias.
Me segure. Não deixa que eu esqueça meu nome. Nos ajude!

Porque eu sei, eu sei que tudo, tudo ficará bem. Porque o Senhor está conosco.

Amém ...


De vocês eu só peço orações.
Obrigada.

:)

4.2.10

.fica a dica.

Vamos deixar que o tempo cure. Vamos deixar que o beijo dure. Vamos deixar que a alma tenha a mesma idade que a idade do céu.

Ok?

26.1.10

.é mais ou menos assim.

Eu pergunto:

Você me ama? - E tu me responde na sincera, assim na lata, sem pensar muito. O que vier na mente, o que chegar chegando, assim á alastrar. E se realmente, ali no fundinho do teu infinitinho você me amar, de verdade-verdadeira eu lhe digo: dorme sobre meu peito, corta minha unha, lava meu cabelo, cura essa ferida, sara essa coceira, tira caspa com a pinça, um a um, olha-me nos olhos, grite a verdade, somente a verdade, me explique as razões e pisa firme nas minhas nuvens. Vem cá, planta bananeira, anda de bike comigo e vê se aproveita esse nosso domingo, cara, porque eu? Eu tô muito a fim.

...

20.1.10

.mimimi.

Tô meio 'casamentinho' essa semana. Não sei porque ... talvez seja pelo simples fato de eu estar completamente apaixonada, ou por simplesmente acreditar em casamentos e principalmente no amor. Quando digo casamento não é basicamente na festa, na igreja, no vestido, mas naquele 'pra sempre' que envolve (também) tudo isso.

Acredito na felicidade, apesar de reclamar um pouco da falta dela as vezes, e quem não reclama. E acredito que essa felicidade, sim, pode ser vivida a dois, como pode ser vivida com amigos leais e uma família compreensiva ou um trabalho que te faça gostar de levantar cedo e sofrer pressões. Tudo é válido e pode ser melhor com pessoas especiais.

Na verdade acho que é isso mesmo. O que importa no final é o amor que a gente sente e faz bater forte o peito.

E ai que eu vi esse post num blog: .laurel. e ele me emocionou. Então resolvi vir aqui e dizer esses 'mimimis' dos quais eu acredito e dizer que um dia, eu gostaria sim de ter momentos parecidos com esses, ou como em alguns vídeos que vi.

E sei que terei, como tenho todos os dias quando lembro que tenho um namorado incrivel, amigos leais e uma familia maravilhosa me apoiando e querendo meu bem, assim como desejo e faço o máximo pra isso acontecer.

Quero madrinhas que estejam comigo neste momento, me ajudando, me apoiando, planejando minha despedida de solteira, sabe aquelas coisas de filme que vemos? Hahaha, me sentir próxima nesses dias. Não quero amdrinhas que subam comigo ao altar simplesmente por estarem ali. E eu sei exatamente quem serão essas ... as certas.
Não quero festa de revista, quero uma coisa simples, com pessoas especiais ao redor. Ai sei la ...

Não liguem, esse post é na verdade só pra me lembrar das coisas que eu quero que aconteçam e que estão aqui, bem dentro de mim. :)

É isso.