29.5.10

.Campanha do Agasalho para Caes e Gatos.

Olá pessoal, como estão?

Resolvi fazer algo, finalmente ... algo em que eu acreditasse, em que eu me apaixonasse, em que eu quisesse lutar de verdade, com unhas e dentes. E foi ai que eu descobri a Ong 'Adote um Gatinho', que consiste basicamente nisso, nos gatinhos abandonados e mal tratados. E olha, tenho que lhe dizer, tem muitos! Voces nem imaginam o quanto. E voces nao devem imaginar tambem o estado em que eles sao encontrados e resgatados, eh de chorar. De doer o coraçao, mesmo. E sao nesses momentos que eu me pergunto o porque, ou como podem existir pessoas assim no mundo? Ate hoje nao consegui a resposta e nem acredito tanto assim que um dia eu a conseguirei, mas sei da realidade e a realidade é essa, bem crua e nua na nossa cara: essas pessoas infelizmente existem! E enquanto elas existirem, estaremos aqui, tentando, batalhando e indo pra cima para enfrentarmos todas, uma a uma, ou todas juntas, porque eu acredito que é so assim que conseguiremos.

Bom e ai que de tanto olhar, pesquisar e ver o site, acabei descobrindo essa Campanha bacanuda pra caramba. Afinal de contas, infelizmente os bichinhos tambem sofrem muito com a chegada do frio. Muitos inclusive, morrem. Sao aqueles gatinhos e cachorrinhos que moram nas ruas e que nao tem a felicidade de ter um lar quentinho e aconchegante. E foi isso que me fez começar a ter vontade novamente de agarrar certas coisas com unhas e dentes. E nada melhor do que usar todos os meios de comunicaçao possiveis e imaginaveis para divulgar, ne?

Foi ai que eu resolvi enviar um email para todos meus amigos pedindo que eles divulgassem tambem e que se possivel tentassem arrecadar cobertores velhinhos, toalhas, paninhos para doarmos para os abrigos, que eles dos postos se encarregam de fazer a distribuiçao. Ou ate, pros que estao muito sem tempo que me mandassem um email que eu mesma me encarregaria de buscar as doaçoes e fazer a entrega. Porque eu simplesmente acho que nao custa nada, sabe? Nao custa ajudarmos os que precisam. O metro mesmo, esta arrecadando cobertores, casacos, blusas para a Campanha do Agasalho. Entao porque nao fazer algo tambem, ne?

Eu queria entao, que se fosse possivel que voces fizessem isso tambem, doassem aqueles cobertores velhos, que ficam nas gavetas pegando po, ou que divulgassem a Campanha, sendo por email, twitter, blog, orkut, facebook, boca a boca, ou qualquer outra coisa. Tem ate esse banner aqui, oh:



Acredito que seja isso. Muitissimo obrigada pessoal. :)
Que os bichinhos consigam um acalento maior que só a nossa boa vontade.
Vamos deixa-los todos quentinhos!

Um beijao,

Mila.


Mais informaçoes sobre a campanha:
http://adoteumgatinho.uol.com.br/campanhadoagasalho

Mais informaçoes sobre a Ong e adoçoao:
http://adoteumgatinho.uol.com.br

23.5.10

.alguem.

as vezes a gente ta muito cansado e so quer uma massagem nos pes. ou ser mimada enquanto estamos com dor. ou mesmo alguem que liga so pra dar boa noite. quem sabe entao alguem para nos acompanhar, mesmo que o ambiente nao seja muito agradavel. alguem corajoso ao ponto de estar bravo e mesmo assim, nao ir embora, e em seguida ir ate a padaria comprar paes quentinhos acompanhados de cafe com leite ...

ou enxugar as lagrimas com outros dedos que nao sejam os seus. receber cafune enquanto ve tv. fazer carinho nas maos, dar beijinho no cangote enquanto assistem um filme, bem abracadinhos, inclusive. sorrir pelo simples fato de ver esse alguem especial parado na porta do seu trabalho com um presente especial ...

se importar com quem se ama, é natural.

coisas que um alguem, sempre faz pra um outrem, quando o coracao bate mais forte que o normal. que seja assim, enquanto dure, enquanto viva, enquanto é ... feliz.

17.5.10

.as vezes não cabe.

em plena sexta-feira, pré virada cultural acordei assim, doente. doente de doer, de verdade. entre corpo, alma e pensamento.
não é dor de crise existencial (mais uma? diriam eles), é dor de crise, de tudo, do nada. do ser, do eu, do meu. dor que prende, rasga e esfarela meu estômago. dor minha. e que óbvio, ninguém entende. ela vem mansinha, quase como um carinho e de repente, como quem não quer nada arranca algo de mim. arranca mais que lágrima, mais que vômito ... arranca sem perguntar se pode. se eu quero. vai, assim ... simples, como tomar sorteve num dia de sol. enquanto a lágrima cai e o coração pulsa firme, o cérebro palpita pedindo certas e objetivas explicações, pra tudo. o corpo pede rapidez, remédios, soro na veia. a alma pede band-aids, por toda ela.

ai vidinha que não caminha. ê temperamentozinho que não muda. nem vou falar do mimo, que esse quase nunca vem. e eu aqui, esperando ... esperando. caralho, como cansa isso. é muito mais fácil enfiar o dedo na cara do que fazer massagem nos pés. e assim vou me sentindo mais vazia e de saco cheio, ou melhor, estômago cheio, coração cheio ... cheio de nada. cheio de merda. é isso ... é muito merda. e não é da merda que você tá pensando, essa não é física e existente, quem dera ... seria mais fácil me livrar dela. tô pesada demais, e não são os quilos a mais, porque dois eu perdi só nesse final de semana de porra nenhuma. porque ao menos se eu estivesse doente e pudesse comer, mas nem isso cara. nem uma coisinha boa rolou. e não me venha com depoimento de viver a vida, porque na boa? foda-se. meus problemas, são meu problemas ... e cada um com o seu, certo? não é assim que funciona? ninguém tá nem ai se você tá bem de verdade ou não ... as pessoas só sabem falar: ' aah, mas você reclama demais, viu o depoimento de ontem da novela?' - PORRA, como assim?!

é foda. é foda. é foda. ficar acordada pra mim tá sendo um sacrificio imenso. e não, não tô falando de morte. tô falando de ficar acordada mesmo, de ter que pegar metrô com pessoas que só sabem falar sobre o programa do gugu. de ter que entrar nessa merda de internet e nessas drogas de midias sociais que só fazem a gente fugir do que a gente é. e as pessoas vem me falar de informação? foda-se. informação é o caralho. ninguém nem lê as coisas que eu escrevo aqui. ninguém abre os links que posto no twitter. ninguém vê o que compartilho no reader. orkut então? rá. a galera faz joguinho de onde vc larga a sua bolsa, pros homens ficarem encucados, sabe? puta merda, cara. isso existe mesmo? isso tá acontecendo? ninguém vai nem perder o tempo de ler essa bosta aqui, sabe porque? por que 140 caracteres é o novo pretinho básico. ng quer perder tempo de sentir palavras, as pessoas só querem simplesmente ler e esquecer daqui 3 minutos.

então eu dou uma pausa, nesse trabalho confuso em que você vê/sente mentira a cada meia hora e que obviamente ninguém se importa com ninguém, a não ser com seus próprios umbiguinhos, e me tranco no banheiro, fecho meus olhos e me vejo aqui nesse mesmíssimo lugar, parada, sentada, com olheiras gigantes e escuras, me vejo, como um espelho turvo de olhos fechados e só. não saio do lugar que habito, cruzo as pernas, sentada na privada, trancada no banheiro. a minha vontade na verdade é deitar em posição fetal e rezar, rezar e tentra voltar pro lugar de onde eu nunca deveria ter saído. encarar esse mundo é foda. é difícil pra caralho e hoje eu só consigo pensar em como, COMO as pessoas tem coragem de botar um filho nesse mundo. pqp! a gente tem que mudar, a gente em que amadurecer, a gente tem que crescer, a gente tem que melhorar, temos que evoluir, temos que ter um padrão, ser alguém, estudar, trabalhar, fazer coisas que não gostamos, que não nos deixa feliz, a gente não pode ser a gente. as pessoas não se ajudam, não acalentam, não escutam, não tão nem aí. e ai de você se estiver. só toma no cú. e nessas lições eu vou aprendendo o que sempre aprendi mas nunca dei ouvidos que é: não espere NADA dos outros, porque será uma espera enorme. vai lá, faz, dá a cara bater e se foda. porque é assim que é.

devaneios, respiração, devaneios, respiração ... e no meio de tudo isso, ainda percebo que nem me divertindo eu estou.
ok ... eu penso, acorde:

abro os olhos e continuo aqui ... fecho os olhos e a imagem desse banheiro branco não sai da minha cabeça. chega um sms e eu dô de ombros. não quero responder emails monótonos, chatos e sem nenhuma graça. não quero compartilhar nada. não quero atender telefonemas. não quero, não posso, não consigo, não consigo, não consigo.
Não consigo nem responder por esse coração que continua batendo forte de amor, de carinho, de vontades, de desejos, de querer ser feliz. Esse coração que só leva tombo e que de tão cheio, sabe que não cabe em lugar nenhum que não seja nele mesmo.

6.5.10

.eu nunca na vida, vou te abandonar, meu corinthians.

Essa eu dedico ao meu pai (que deve ter quase enfartado ontem) e ao meu avô (que tá lá no céu puto da vida):

Bom acho que não preciso explicar pra ninguém o quanto eu sou apaixonada pelo Corinthians.
Nem aqui, nem por lá, nem por ninguém e pra ninguém eu preciso explicar tudo o que sinto.
Talvez ninguém entenda mesmo. Ou melhor, só me entenderá, quem bate no peito e se orgulha desse amor.
Eu não vou fingir que nada aconteceu. Não vou ficar quietinha, como alguns outros torcedores fazem quando perdem algo. Não vou deixar de beijar aquele brasão que toda vez que eu olho, me lembra uma vida de coisas boas e ruins.
O Corinthians pra mim, é como qualquer outra paixão que tenho na vida. Porque é mais que futebol, é mais que qualquer campeonato, é mais que qualquer taça, é um motivo pra me sentir envolvida com uma nação gigantesca de gente que sente o mesmo que eu. Que sente o coração bater mais forte a cada gol feito ou perdido. Ele me faz lembrar do meu avô, com quem aprendi a ter essa paixão pelas coisas, a lutar e se honrar de torcer realmente por algo, com todas as forças. Como aprendi com meu pai, que ganhar e perder faz parte da vida e que não é porque a gente perde algo que a gente desiste dele. Ou como também não fazer disso um ultimato das coisas, da luta.
Esse texto não é um choro, nem uma cabeça baixa, é sim, mais uma demonstração do quanto eu amo esse meu time. Que sim, me ensina tanta coisa. Inclusive, como lidar com perdas. Nenhum corinthiano está feliz de deixar passar mais essa chance, afinal todos nós queríamos tentar mais essa vez. Mas não é uma obrigação, é uma vontade. E é isso que me faz sentir orgulho do meu time, que não abandona, nem abaixa a cabeça pra nada e que sim, empurra o time até onde ele conseguir. É isso que faz da gente, ser diferente de todos os outros times, não é a falta da taça da Libertadores, fisicamente pode até ser, mas é a honra de se tentar sempre e não desistir nunca. É estar ali, juntado mãos com mãos que se transformam em um e que não desejam nunca de não ser outra coisa que não seja ser corinthiano.

Eu poderia ficar aqui, falando horas desse amor que aperta e liberta. Mas como eu disse, ninguém entenderia ...
Então eu deixo aqui as melhores palavras que poderia após o ontem:

Texto retirado daqui: .eneaotil.


E DAÍ?

Acabou. E acabou cedo, mais uma vez. Acabou precoce. E DAÍ? Existem coisas que deveriam continuar e acabam e existem coisas que deveriam acabar e continuam. No futebol é assim. Na vida é assim.

O que ficam são lições. Lições que teimam em nos ensinar, mesmo sem querer, todos os dias. E nós, torcedores limítrofes, fingimos não entender o que dizem nossos professores. Professores, não mestres. Estão muito longe de serem mestres.

Mas com o fim da Libertadores, acabaram-se as desculpas também. Nada agora é prioridade, a não ser entender essas lições. Quando nos falaram, no meio do ano passado, que o Campeonato Brasileiro não era prioridade, mas que a Libertadores era, a gente já deveria ter aprendido. Quando nos disseram que tínhamos um planejamento, a gente já deveria ter aprendido. Quando nos disseram que fulano era ídolo e que deveríamos apostar tudo nele, a gente já deveria ter aprendido. Quando nos disseram que ciclano viria, trazendo com ele todo o dinheiro do mundo, a gente já deveria ter aprendido. Quando nos prometeram mundos e fundos e depois trocaram o discurso, a gente já deveria ter aprendido. Quando nos ofereceram business ao invés de bola, a gente já deveria ter aprendido. Quando nos anunciaram que o ingresso triplicaria, quadruplicaria para pagar todo este circo, a gente já deveria ter aprendido. E negado. E rechaçado. E lembrado de toda a nossa história.

São cem anos de lições. E, muito provavelmente, não levantaremos nenhum caneco para coroar isso. Mas nunca precisamos. Nunca. Não nestes cem anos. Não existe nenhum ouro, prata ou bronze que brilhe mais do que a nossa história. Nem taça tão grande que nos seja digna de trocarmos o que os cinco operários do Bom Retiro começaram lá atrás, em 1910.

Quiseram dizer para a gente que Libertadores e Centenário eram sinônimos. Teve quem confundisse, mas nesta hora já deve ter percebido o equívoco. O Corinthians é maior do que a Libertadores. Muito maior. E maior do que qualquer campeonato, já conquistado ou não. Maior do que os seus 26 campeonatos paulistas somados, inclusive o de 1977. Maior do que os seus quatro campeonatos brasileiros, incluindo o de 1990. Maior do que o seu Mundial. Maior do que seu tricampeonato da Copa do Brasil. Maior do que todos os campeonatos que estão por vir. Porque eles só são parte de uma história.

Uma história de ditadura e democracia. De fila e de conquistas. De torcida grande e de torcida gigante. De patrões e operários. De sanguessugas e de gente que dá o sangue. De desgraça e de alegria. De gol de placa e de pisada na bola. De altos e baixos. De dinheiro e de dureza. De preto e de branco.

História feita por Joaquim Ambrósio, Carlos da Silva, Rafael Perrone, Antônio Pereira e Anselmo Correia. Por Rebolo, Sócrates, Joca, Edmar, Zinho, Tuquinha, Pulguinha, Leonor, Rafael, Madalena, Arethuza, Kazuo, Edson, Turco, Paulo, Zé, Thiago, Neco, Neto, Juliana, Thiago, Mariane, Maria, Bruna, Thaís, Wladimir, Donato, Basílio, Baltazar, Mineiro, Ado, Tobias, Rodrigo, Justino, Edvaldo, Gleison, Flávia, Kayan, Yvan, Inaté, Anderson, Augusto, Diego, Fabrício, Mário, Tico, Luciano, Claudinei, Roneibo, Douglas, Pantcho, André, Thaís, Débora, Eduardo, Tonhão, Monga, Ninja, Olivetto, Domingos, Juca, Daniel, Danilo, Marcelo, Geléia, Paracatá, Batata, Denílson, Roberto, Márcio, Waleska, Tatiana, Tamara, Keisy, Fábio, Silvio, Aline, Dentinho, Christian, Ronaldo Giovanelli, Baltazar, Geraldão, Vinicius, Paula, Priscila, Camila, Sarah, David, Alexandre, Bruno, Tupãzinho, Karol, Luzia, Marcela, Marcelo, Fátima, Elaine, Geni, Elisa, Dirce, Flávio, Júlio. Por outras 30 milhões de pessoas. História de uma nação.

Eu espero que dessa vez a gente tenha aprendido algumas lições. A primeira delas é a da grandeza do Corinthians. Nós somos gigantes. A outra é de que a Libertadores não é o Centenário. E a de que a conquista da Libertadores só terá toda essa importância quando couber na nossa história. Quando for digna de fazer parte de todas as nossas outras conquistas. Quando for suada, na raça, com gente honrando a nossa camisa PRETA e BRANCA. Com dinheiro suado, apertado, mas justo. Sem que a gente precise sacrificar metade do nosso orçamento familiar para fazer parte da festa. Sem que a gente precise soltar fogos de artifício aos borbotões no primeiro jogo como se fosse o último. Quando a gente parar de tratá-la como obrigação, como se fosse a última coisa que a gente tem para fazer nesta vida. A nossa obrigação é outra. É honrar a nossa ideologia. O nosso hino, o nosso emblema, a nossa tradição. Os nossos fundadores. Os nossos ídolos. Os verdadeiros, não os falsos. A nossa torcida.

Quando a gente disser não para esta história de futebol moderno. Porque se tudo o que a gente viu for a tendência do futebol moderno, então eu espero que o Corinthians pare no tempo. Que se enraíze nos seus 100 anos e fique. Que a gente ignore solenemente o exemplo do tal primeiro mundo, que a gente não tente transformar o nosso futebol no modelo europeu. Antes que o nosso ingresso seja cobrado em euros e a gente continue recebendo o nosso salário em reais. Antes que o futebol seja território somente de patrões, empresários e executivos pernas de pau e a gente ignore nosso povo também motoboy, pedreiro, operário, servente, manicure, faxineiro, empregado, trabalhador. Antes que o futebol seja feito para europeus enquanto a gente continue aqui, brasileiríssimos.

4.5.10

.o que é o amor pra você hoje?.

Pra quem lê o blog/site/moleskine/palavras de amor virtual: .don't touch my moleskine. sabe o que o título quer dizer. São em sua maioria vídeos que a Dani Arrais faz com pessoas e pergunta exatamente isso: 'O que é o amor pra você hoje?'. Eu vi todos, praticamente num dia só. Esqueci complemente que era dia, tarde e noite. Encantada com as palavras que eu ouvia por lá.
É engraçado como praticamente em nenhum vídeo as pessoas conseguiam denifir o amor no hoje. Talvez seja porque ele é simplesmente grande demais pra caber num hoje. rs Mas mesmo assim emociona. A minha vontade foi gravar um vídeo e mandar pra Dani, mas ai talvez perdesse todo a surpresa de se não pensar na resposta. Essa é o bacana da pergunta, e convenhamos, o amor não foi feito pra pensar demais ... foi feito simplesmente pra se amar, né? Bem assim, clichezão. rs

Esses dias eu mandei um SMS pr'uma amiga querida dizendo: 'Eu acho triste essa descrença que algumas pessoas sentem pelo amor.' É ótimo poder mandar essas mensagens independente da hora pra essa minha amiga, porque eu sei que ela é uma das poucas pessoas que me compreendem de verdade. Que suspira junto, sabe? Até o silêncio dela me ajuda a divagar sobre os assuntos diversos que sempre conversamos. Mas voltando, essa descrença toda me entristece. Entendo que acontece, afinal quem nunca se magoou, se machucou em relação ao amor. O amor é doloroso também, mas não é o que dizem por ai? Que o amor e a dor além de rimarem, andam juntos? Eu mesma tenho algumas histórias dessas pra contar e não somente de minha autoria, mas apesar disso não lembro em nenhum momento deixar de tentar. Amar, é assumir riscos.

Uns dias antes eu estava conversando com meu namorado sobre o que eu achava do amor. Ele é ótimo para se conversar sobre, porque apesar dele não divagar como minha amiga, ele ouve com atenção todas as palavras, as frases construídas e se não tem opnião formada simplesmente abre um largo sorriso e passa seus dedos entre meus cabelos. E ali eu sinto que ele me entendeu.
Comentei com ele sobre as coisas que ouço por ai, ou como me sinto quando ouço essas conversas paralelas e 'desacreditadas'. Perguntei á ele se ele me achava muito clichê, muito sonhadora sobre esse assunto, porque quando eu converso com as pessoas sinto que eu pareço uma criança ingênua, sabe? Como se as palavras que eu disse naquele momento não valessem muito, pois eu 'ainda não sei de nada', sou muito nova, ou que 'as coisas não são bem assim'. Pra mim elas são, porque eu quero acreditar que seja. Do que vale tudo isso se não tentarmos ou não acreditarmos, não é? E ele disse que não, que amar é isso mesmo, tentar, acreditar. Aí ele deu o famoso sorriso, passou os dedos entre meus cabelos e me deu um beijo. Ele me acalma.

Eu não penso assim porque como eu disse em outros posts, estou completamente apaixonada, amada e desejada, ou porque sinto um amor leve, um amor que ferve, um amor delícia, penso assim porque é o que eu acho que o amor deve ser: tudo.
Quando a gente ama, independentemente do que, a gente quer planejar, realizar. A gente quer construir um futuro em comum. É mais do que um compartilhar fotos no álbum do orkut, entende? Pelo menos pra mim, e se não for pra você, lindo. Que assim seja. Fico feliz em saber que você se satisfaz com isso, mesmo. O importante é ser feliz. rs
Porque pra se amar e ser amante não precisa ter feito nada fora do comum, nada de merecedor, além do peito aberto. É simplesmente amar sem fim e sem motivo. É querer pra sempre. E o pra sempre pra mim não assusta, não mais. O 'pra sempre' de vez em quando vai aparecer, pra ser o infinito e mais uma ou duas horas. O amor vai existir, pra sempre, seja na construção ou desconstrução das coisas, da vida, do tempo.
E o tentar-se as vezes dói, mas cicatriza depois.
É foder e ser fodido de amor. Na conotação boa e ruim da coisa.
Amor é acreditar. É querer o bem.
É deixar o sol entrar pela fresta da janela, sem se incomodar se é pôr-do-sol ou não.
É passar manteiga no pão com miolo do jeito que seu companheiro (a) gosta.
É esparramar-se no sofá branco da sala, sem fazer nada.
É dançar no meio da rua, como se ninguém estivesse olhando.
É descobrir a diferença entre o cheiro da pele e do perfume.
É beijar e trepar a noite inteira ...
É transformar 5 minutos em 1 hora.

Amor é amar-se depois e depois e depois e novamente, assim, como nunca.

E você, o que me diz?!