17.5.10

.as vezes não cabe.

em plena sexta-feira, pré virada cultural acordei assim, doente. doente de doer, de verdade. entre corpo, alma e pensamento.
não é dor de crise existencial (mais uma? diriam eles), é dor de crise, de tudo, do nada. do ser, do eu, do meu. dor que prende, rasga e esfarela meu estômago. dor minha. e que óbvio, ninguém entende. ela vem mansinha, quase como um carinho e de repente, como quem não quer nada arranca algo de mim. arranca mais que lágrima, mais que vômito ... arranca sem perguntar se pode. se eu quero. vai, assim ... simples, como tomar sorteve num dia de sol. enquanto a lágrima cai e o coração pulsa firme, o cérebro palpita pedindo certas e objetivas explicações, pra tudo. o corpo pede rapidez, remédios, soro na veia. a alma pede band-aids, por toda ela.

ai vidinha que não caminha. ê temperamentozinho que não muda. nem vou falar do mimo, que esse quase nunca vem. e eu aqui, esperando ... esperando. caralho, como cansa isso. é muito mais fácil enfiar o dedo na cara do que fazer massagem nos pés. e assim vou me sentindo mais vazia e de saco cheio, ou melhor, estômago cheio, coração cheio ... cheio de nada. cheio de merda. é isso ... é muito merda. e não é da merda que você tá pensando, essa não é física e existente, quem dera ... seria mais fácil me livrar dela. tô pesada demais, e não são os quilos a mais, porque dois eu perdi só nesse final de semana de porra nenhuma. porque ao menos se eu estivesse doente e pudesse comer, mas nem isso cara. nem uma coisinha boa rolou. e não me venha com depoimento de viver a vida, porque na boa? foda-se. meus problemas, são meu problemas ... e cada um com o seu, certo? não é assim que funciona? ninguém tá nem ai se você tá bem de verdade ou não ... as pessoas só sabem falar: ' aah, mas você reclama demais, viu o depoimento de ontem da novela?' - PORRA, como assim?!

é foda. é foda. é foda. ficar acordada pra mim tá sendo um sacrificio imenso. e não, não tô falando de morte. tô falando de ficar acordada mesmo, de ter que pegar metrô com pessoas que só sabem falar sobre o programa do gugu. de ter que entrar nessa merda de internet e nessas drogas de midias sociais que só fazem a gente fugir do que a gente é. e as pessoas vem me falar de informação? foda-se. informação é o caralho. ninguém nem lê as coisas que eu escrevo aqui. ninguém abre os links que posto no twitter. ninguém vê o que compartilho no reader. orkut então? rá. a galera faz joguinho de onde vc larga a sua bolsa, pros homens ficarem encucados, sabe? puta merda, cara. isso existe mesmo? isso tá acontecendo? ninguém vai nem perder o tempo de ler essa bosta aqui, sabe porque? por que 140 caracteres é o novo pretinho básico. ng quer perder tempo de sentir palavras, as pessoas só querem simplesmente ler e esquecer daqui 3 minutos.

então eu dou uma pausa, nesse trabalho confuso em que você vê/sente mentira a cada meia hora e que obviamente ninguém se importa com ninguém, a não ser com seus próprios umbiguinhos, e me tranco no banheiro, fecho meus olhos e me vejo aqui nesse mesmíssimo lugar, parada, sentada, com olheiras gigantes e escuras, me vejo, como um espelho turvo de olhos fechados e só. não saio do lugar que habito, cruzo as pernas, sentada na privada, trancada no banheiro. a minha vontade na verdade é deitar em posição fetal e rezar, rezar e tentra voltar pro lugar de onde eu nunca deveria ter saído. encarar esse mundo é foda. é difícil pra caralho e hoje eu só consigo pensar em como, COMO as pessoas tem coragem de botar um filho nesse mundo. pqp! a gente tem que mudar, a gente em que amadurecer, a gente tem que crescer, a gente tem que melhorar, temos que evoluir, temos que ter um padrão, ser alguém, estudar, trabalhar, fazer coisas que não gostamos, que não nos deixa feliz, a gente não pode ser a gente. as pessoas não se ajudam, não acalentam, não escutam, não tão nem aí. e ai de você se estiver. só toma no cú. e nessas lições eu vou aprendendo o que sempre aprendi mas nunca dei ouvidos que é: não espere NADA dos outros, porque será uma espera enorme. vai lá, faz, dá a cara bater e se foda. porque é assim que é.

devaneios, respiração, devaneios, respiração ... e no meio de tudo isso, ainda percebo que nem me divertindo eu estou.
ok ... eu penso, acorde:

abro os olhos e continuo aqui ... fecho os olhos e a imagem desse banheiro branco não sai da minha cabeça. chega um sms e eu dô de ombros. não quero responder emails monótonos, chatos e sem nenhuma graça. não quero compartilhar nada. não quero atender telefonemas. não quero, não posso, não consigo, não consigo, não consigo.
Não consigo nem responder por esse coração que continua batendo forte de amor, de carinho, de vontades, de desejos, de querer ser feliz. Esse coração que só leva tombo e que de tão cheio, sabe que não cabe em lugar nenhum que não seja nele mesmo.

3 comentários:

Tatiana Pinheiro. disse...

É, tem umas épocas que parece que a gente vai explodir mesmo.

E cansa tanto!

=(

Valeu pela visita querida!

=**

. disse...

eu li tudo, tá?!

keep calm and... everything gonna be fine, at the end..

tu sabe que estou aqui, sempre. e vamos continuar lutando forte pela felicidade e pela liberdade. <3

Rafa disse...

Tb li tudo...e digo a mesma coisa !
Quê merda de onde coloco a bolsa? Putaria do caramba...por isso eu "coloquei" a minha no microondas....cada coisa que o pessoal se preocupa =P

Sorte tua que as pessoas falam sobre Gugu perto de ti...pq de mim, no cursinho, era sobre Big Bosta e eu queria morrerrrrrrr hahahaha

Mas é assim mesmo, não dá pra esperar nada mesmo...por isso só faço oq tenho vontade pelos outros, fazer por amor mesmo, pq as vezes nem obrigado ouvimos então é melhor fazer por quem me importo e só. Se não, nem me dou o trabalho pra não frustrar rsssss

Enfim...é a vida e vamo que vamo :)