29.9.10

.e daqueles machucados que precisamos mais que tudo que sarem.

a gente pede tempo e deixamos que ele cure.
a gente enxuga as lágrimas com as pontas dos dedos coloridos de amor.
a gente sorri ... pra ele sorrir de volta.
a gente fecha o olho e sonha.
a gente calça um chinelo ... bota um vestido florido e amarelo,
e sai pra rua, sambar.
a gente olha a lua e vai embora.

de noite a gente se deixa abraçar pela água do chuveiro,
pelo toque do pijana e pelo carinho do travesseiro.

a gente deixa que a noite chegue, acompanhada do que quiser.
a gente adormece e sonha ... e que sejam sonhos bons.
que sejam o mundo todo, de paz e alegria.

a dor vai diminuindo ... até o sol raiar novamente.
tem coisas que marcam pra sempre.



















as vezes um abraço só não resolve.

20.9.10

.crua.



Há sempre um lado que pesa e um outro lado que flutua. Tua pele é crua.
Dificilmente se arranca lembrança, lembrança, lembrança, lembrança ...
Por isso da primeira vez dói, por isso não se esqueça: dói.
E ter que acreditar num caso sério e na melancolia que dizia.
Mas naquela noite que eu chamei você fodia, fodia.
Mas naquela noite que eu chamei você fodia de noite e de dia.
Há sempre um lado que pesa e um outro lado que flutua. Tua pele é crua. É crua.
Dificilmente se arranca lembrança, lembrança, lembrança, lembrança ...
Por isso da primeira vez dói, por isso não se esqueça: dói.
E ter que acreditar num caso sério e na melancolia que dizia.
Mas naquela noite que eu chamei você fodia de noite e de dia.
Mas naquela noite que eu chamei você fodia, fodia.

by otto