29.9.12

.eu sei, sei mesmo, eu sinto, eu olho.

Eu sei. Sei mesmo que ele me ama.
Eu sinto quando o abraço. Vejo em seus olhos.

Mas pra ele, agora, me amar não supre seus desejos. Suas vontades. Eu sei.
Eu sinto quando o abraço. Vejo em seus olhos.

É quase como a felicidade. Tá ali na prateleira, é só pegar e usar. Você deve e pode, mas não usa. Por que? Simples: felicidade é algo inalcançável. Não foi feita para ser estável. Por isso da busca. Do eterno tentar e tentar e tentar e tentar.

Como o que sou pra você. Como nós dois. Eu sei. Eu sinto quando o abraço. Vejo em seus olhos. Você também.

É o que move a sensação de ser feliz.

Eu sei. Eu sinto quando o abraço. Vejo em seus olhos.

Tudo vira um choro na madrugada. Adormeço cantarolando em minha mente uma canção que subverta essas lágrimas no travesseiro.

Eu sei. Sei mesmo. Eu sinto quando me abraço. Eu vejo em meus olhos.

7.9.12

.das crônicas que escrevi numa balada de quinta-feira

E mais uma vez deitei e chorei. Chorei pela honestidade do dia. Por todo sentimento confuso, dito e pensado. Eu nunca mais esquecerei nenhuma das palavras. Eu ainda acho que atraso sua vida. E também acho que, mais cedo ou mais tarde, independente d'eu estar ou não na sua cama, você descobrirá o mesmo. E é aí meu amigo que entra a minha dor, o meu choro, o meu medo à 3 da manhã, em plena balada de uma quinta-feira.