11.10.12

.das palavras não ditas.

Trabalhava tarde naquela quarta-feira. O café já não segurava os olhos cansados, que insistiam em fechar. Era madrugada e ela sentia em sua pele, pesava. Como se a madrugada tivesse gosto amargo. Por vezes tem mesmo, pensou.

Sentiu saudade.

Pegou o celular e fez a única coisa que podia: enviou uma mensagem. Não pensou duas vezes, para ela é simples fazer o que fez. Não dói. Escreveu: Amo você. Sem aspas. Só querer. Cheio dele.

Esperou... Esperou... Esperou. Cansou.

Apagou o abajur, fechou os olhos e dormiu.

De resposta ouviu: "estava com tanto sono que não respondi".

Engraçado mas parece que a gente não se basta mais.

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