21.3.13

.das crônicas que escrevo enquanto mentalizo encontros casuais das músicas que escuto.

Vi você dançando na minha frente. Na verdade vi você chegando. Senti teu cheiro, tua presença marcante de quem chega querendo algo, buscando sabor da vida, do quente e gelado.

Entre uma música e outra senti teu olhar penetrar o meu. Ardeu. Foi foda.

A noite era fria e você estava lindo de roupa de gente normal, que quer parecer interessante e legal. Você é assim. Meio blasé, meio "olhar de canto de olho", pra ver se alguém te observa, como se tivesse culpa do mundo ser como é. Como se tivesse culpa de ser o que é, de sentir o que sente.

A música piorou tudo.

Você é desses que se apaixona pela condição de não pertencer a nada e nada ter a que pertença.

Eu te vi. E te desejei. Também sei que me viu. E quis me sentir. Mais uma vez.
Tirei sua roupa assim que te olhei. Transei com você ali mesmo, parado bem na minha frente...

"Dançando na minha frente, sinto sua respiração, o brilho de suas águas escorrega nas minhas mãos..."

Quando olhei pra trás, a madrugada era triste. E assim foi embora.


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