11.10.13

.das noites com pés gelados.


Tava frio pra caralho aquele dia. Daqueles que racham a pele mesmo, e quem anda na Avenida Paulista em dias assim ou anda apressado procurando por abrigo ou porque busca a transformação da dor em algo mais físico. E doeu. 

Andar na Paulista em dias assim me lembram ele. E como sua presença me protegia de certa forma, mesmo que não estivéssemos abraçados ou de mãos dadas. 

As vezes, logo após a despedida, sentia uma vontade imensa de ligar pra ele e falar sobre como os casais parecem estranhos quando estão numa mesa de bar, como as pessoas só sabem falar sobre seus trabalhos e como a cidade fica linda quando está vazia. Mas nunca o fiz. Simplesmente porque não sou esse tipo de pessoa. A que liga após um encontro. 

Sei lá, sabe? Cada um leva a vida do jeito que escolheu levar. Não é o que dizem por aí: "a vida é feita de escolhas, saiba conviver com elas"? Pois é. Cada cabeça sua sentença e a minha tá empacada nesta parte em que resolvi jogar de um jeito meio torto, louco e estranho de ficar presa no próprio jogo,  escolher os docinhos errados pra implodir e na hora errada resolver deletar essa merda toda porque "não tem jeito mesmo!".

Eu sempre faço isso e volto a baixar o joguinho de novo. Não vou poder reclamar se por acaso acabar sozinha e pedindo ajuda para os amigos a ~passar de fase~. 

Mas me diz uma coisa, quem me garante que eu poderia  estar melhor? A gente leva a vida que escolheu e ninguém vai me ver responsabilizando ninguém por isso. Porque, meus amigos, agora eu vou deitar nesta minha cama de solteira sozinha, ajeitar meu travesseiro e zapear por todos os canais da minha tv até pegar no sono. Portanto repito, quem me garante que eu podia estar melhor? Então, boa noite!


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